Por: Diario de Pernambuco
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| Foto: Vinicius Cardoso Vieira/ESP. CB/D.A Press |
Representantes
da Frente Nacional dos Prefeitos afirmaram ao governo federal que
preferem a proposta de reforma tributária fatiada defendida pelo
ministério da Economia. A outra possibilidade seria uma reforma mais
ampla, apresentada pelo pelo relator Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). A
escolha dos prefeitos foi comunicada durante reunião com a
ministra-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República,
Flávia Arruda.
Segundo informações da Folha de S.Paulo,
os gestores estaduais argumentaram que a melhor solução seria seguir a
reforma proposta pelo movimento “Simplifica Já”, que não impactaria nos
impostos municipais, mas que caso ela não fosse adiante, a alternativa
do governo é a melhor opção. A ideia dos prefeitos é que a fatia sobre
os tributos dos municípios fique para o fim e nem chegue a ser votada
por causa da chegada do período eleitoral.
Na
última quarta (9), a CNI (Confederação Nacional da Indústria) condenou o
plano do governo de diferenciar a alíquota do setor de serviços na
reforma tributária, enquanto a indústria teria que pagar impostos mais
altos. O Ministério da Economia estuda a proposta. Segundo o ministro
Paulo Guedes, a alíquota pode ficar em 8%, inferior aos 12% oferecidos
para a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) para que a carga
tributária do setor não aumente.
Já a CNI
acredita que a proposta é equivocada tanto do ponto de vista econômico
quanto do social, já que a carga tributária da indústria de
transformação é de 46,2% do PIB (Produto Interno Bruto), enquanto o
setor de serviços é de 22,1%.

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