sexta-feira, 7 de junho de 2019

Da Coluna de Magno Martins



Postado por Magno Martins


Sem reforma, Estados quebram

Um dia após os governadores endossarem uma carta ao presidente apelando para os Estados não serem excluídos da reforma da Previdência, a líder do Governo no Senado, Joice Hasselmann (PSL-SP), desembarca, hoje, no Recife, para falar sobre a chamada “Nova Previdência” na Associação Comercial.

Os governadores deveriam ter abraçado a causa lá atrás. No caso de Pernambuco, que pode ter um incremento de até R$ 12 bilhões após aprovação da matéria no Congresso, a situação previdenciária é muito grave.

Estudo apontado pelo deputado Alberto Feitosa (SD) revela que a Previdência estadual consome, anualmente, 11,3% da receita corrente líquida, podendo chegar, se o Estado ficar de fora da reforma, a 15% da receita corrente líquida. Neste caso, quem vai ser penalizada é a população, porque não sobrará dinheiro nem para compra de remédios quanto mais para pagar folha de terceirizados.

Dinheiro pelo ralo – Em quatro anos, o que corresponde à metade dos seus mandatos, os nobres senadores torraram R$ 100 milhões com a chamada verba de gabinete. A dinheirama sai pelo ralo com compra de passagens, pagamento de refeições, aluguéis de escritórios, combustíveis e outros penduricalhos. Isso sem falar nos funcionários fantasmas que também entram no pacote.

Alta tensão – A pré-campanha em São Lourenço da Mata já está fervendo. Ao saber que o prefeito Bruno Pereira (PTB) estaria na sessão de entrega do meu título de cidadão, quarta-feira passada, na Câmara, o vice-prefeito Gabriel Neto (PL), rompido com o trabalhista e candidato em 2020, ameaçou não comparecer. Apareceu, mas não cumprimentou o prefeito.

Galos de briga – O ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e o ex-ministro José Dirceu nunca se entenderam. E o azedismo se impregna até na cadeia. Andaram se estranhando na cela em Curitiba e a PF deixou escapar que um dos motivos para a transferência de Cunha para Brasília tenha sido o risco de uma confusão gerada pela animosidade dele com Dirceu.

Desastre – Pré-candidato a prefeito de Petrolina, o deputado Lucas Ramos (PSB) disse, ontem, na Rádio Folha, que Bolsonaro é um desastre. Insinuou que o presidente não se recupera e que na campanha usará o desgaste dele para carimbar o prefeito Miguel Coelho como bolsonarista.

Efeito Elias – O prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira (PL), deixou de tomar tranquilizante para dormir depois de se certificar que o ex-prefeito Elias Gomes (PSDB), seu antecessor, será candidato a prefeito no Cabo e não em Jaboatão. Seria um adversário para comer seu cartão.

INCUBADORA – O deputado Sebastião Oliveira (PL) justifica que recorreu à Infraero para gerir o aeroporto de Serra Talhada, porque depois das privatizações dos grandes aeroportos, a empresa virou uma incubadora dos novos aeroportos regionais. “É uma Embrapa dos ares”, acrescenta.

Perguntar não ofende: Joice Hasselmann vai armar algum barraco em Pernambuco?

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