sábado, 23 de fevereiro de 2019

Da Coluna de Inaldo Sampaio



Para convencer o Congresso Nacional a aprovar um tema complexo e árido como a reforma da previdência, o presidente da República tem que estar forte no meio da população. Este talvez não seja o caso do presidente Jair Bolsonaro, que ainda tem força no meio do povo, porém já jogou fora um pedaço do seu capital político ao permitir a ingerência dos seus filhos nos negócios do governo e não ter propriamente falado a verdade no episódio da exoneração do ministro Gustavo Bebiano. Calcula-se que cerca de 350 dos 513 deputados se identificam com as teses do presidente. Mas se ele próprio não for para dentro do Congresso tentar convencer essa tropa a aprovar a reforma, ela corre o risco de ser rejeitada. O presidente precisa de apenas 308 votos para aprová-la, o que em tese não seria difícil. Mas precisa oferecer cargos aos parlamentares no segundo e terceiro escalões do governo, ainda que por “critérios técnicos”, e mobilizar a população para pressioná-los. Convenhamos que é uma penosa batalha de comunicação convencer os parlamentares a aprovar uma reforma que mexe com prerrogativas de várias categorias profissionais. Mas ou o governo procede dessa forma ou corre o risco de ser derrotado, pois poucos deputados ali têm espírito público.

Apoio a meio pau

Dos 25 deputados federais pernambucanos, nenhum abraçou até agora o projeto de reforma previdenciária que o presidente Bolsonaro mandou ao Congresso. Todos se dizem a favor, mas logo em seguida botam um “porém”. A maior resistência até agora é às mudanças que o governo propõe nas aposentadorias dos trabalhadores rurais.

Comissão especial

As vagas na comissão especial da Câmara que vai analisar a reforma previdenciária estão sendo disputadas a tapa dentro das bancadas. Ser membro desta comissão significa estar na mídia por pelo menos seis meses. Danilo Cabral (PE) ficou com a vaga do PSB.

Na dúvida

O governador Paulo Câmara não deu apoio incondicional ao projeto de reforma previdenciária do governo Bolsonaro, apesar de o Estado ter registrado um déficit de R$ 1,6 bilhão em 2018 com a folha dos aposentados e pensionistas. O governador quer primeiro estudar o projeto e depois se posicionará.

Casa em ordem

Diferentemente do líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-MA), que é um ilustre desconhecido no Congresso Nacional, o líder no Senado, Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), é um velho conhecido na Casa e já conseguiu pôr em ordem a bancada governista.

Com o presidente

Próxima terça, o presidente Bolsonaro pretende reunir-se com todos os líderes da bancada governista na Câmara Federal. De Pernambuco deverão estar Augusto Coutinho (SD), André de Paula (PSD) e Daniel Coelho (PPS). Tadeu Alencar foi convidado pela liderança do PSB, mas não comparecerá.

De volta pro aconchego

Após mais de um ano licenciado para tratamento de saúde, o prefeito de Goiana, Osvaldo Rabelo Filho (MDB), reassumiu as suas funções. A primeira coisa que fez foi apossar-se do prédio do Paço Municipal, que o ex-secretário Felipe Carreras (Turismo) reformou para doá-lo à Empetur.

Sangue nordestino

Os governadores do Nordeste até agora estão gostando do secretário de Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto. Ele tem mostrado sensibilidade para os problemas nordestinos e total disposição para resolvê-los.

Água barata

Cerca de R$ 20 milhões/ano é quanto Pernambuco vai pagar ao governo federal pelo uso da transposição das águas do rio São Francisco. A conta foi feita pelo presidente da Compesa, Roberto Tavares, segundo quem a despesa será “democratizada” com todos os pernambucanos.

Galo da Travessa

A Banda “Pinga Fogo”, comandada pelo jornalista Inaldo Sampaio, vai se apresentar hoje em São José do Egito, sua terra, no desfile do “Galo da Travessa”, bloco carnavalesco fundado há 13 anos pelo médico e ex-prefeito Romério Guimarães.

Nenhum comentário:

Postar um comentário