
O silêncio – Durante a posse do ex-deputado Djalma Paes na presidência
da CPRH, o deputado estadual eleito João Paulo descontraiu a plateia ao
dizer que só soube naquela data que o colega também estava no PCdoB.
Paes, de fato, trocou o PSB pelo PCdoB, mas não disse a ninguém.
O MEC precisa mais de um gestor que de um doutrinador, mas Bolsonaro acha que está certo
Pela primeira vez, após a posse de Bolsonaro, os pernambucanos foram apresentados ontem ao seu ministro da Educação. Trata-se do colombiano (de Bogotá) Ricardo Veléz Rodríguez, de 75 anos, autor de mais de 30 livros, entre eles “A grande mentira – Lula e o patrimonialismo petista”. Ele é graduado em Filosofia e em Teologia, e também professor de diversas universidades públicas e privadas. Abomina o método educacional concebido pelo pernambucano Paulo Freire e reconhece que pesou na sua indicação o apoio do filósofo conservador Olavo de Carvalho, que mora numa pequena cidade dos Estados Unidos, de onde monitora os “comunistas” infiltrados em todos os escalões do governo federal. O ministro veio ao Recife para empossar o pernambucano Alfredo Bertini na presidência da Fundação Joaquim Nabuco. E até pelo pouco tempo que se demorou entre nós, não foi possível extrair-lhe o pensamento sobre o que pretende fazer com o MEC, que é um ministério complexo e desafiador. Mesmo assim, quando aqui desembarcou para esse último compromisso, já se conhecia suas ideias sobre o “marxismo cultural” que teria tomado conta das escolas, o projeto “escola sem partido” que aguarda votação pelo Congresso, os valores da família pregados por Bolsonaro em sua campanha eleitoral e até suas noções de patriotismo. Talvez o MEC, na atualidade, devido aos seus gigantescos problemas, precise mais de um “gestor” que de um “doutrinador”. Mas Bolsonaro apostou num “ideólogo” e quer provar ao país que está certo.
O time da transição
Do time de pernambucanos que integrava a equipe de transição do governo Bolsonaro, poucos foram aproveitados até agora. Bertini foi nomeado para a Fundação Joaquim Nabuco. E Gilson Machado Neto e Osvaldo Matos para a assessoria especial de ministérios. O ex-governador Joaquim Francisco ainda não tem função no novo governo e por isso retornou ao Recife.
Em sintonia – Raul Hemry (MDB), deputado federal eleito, diz que sempre fez oposição, junto com Jarbas Vasconcelos, ao grupo que comanda o MDB nacional. Mas, agora, diante do governo Bolsonaro, os dois grupos estão afinados, ou seja, numa posição de “independência”.
O culto – A jornalista Joice Hasselmann, que se elegeu à Câmara Federal pelo PSL-SP, vai trabalhar no gabinete que pertenceu a Lula. Mas antes de acomodar os seus pertences pretende “desintoxicá-lo” levando um padre, um pastor e um rabino para celebrar um culto ecumênico.
Currículo 1– Tarcísio Gomes de Freitas, novo ministro de Infraestrutura, que recebeu Paulo Câmara, ontem, em audiência, tem um currículo que ainda é pouco conhecido pelos brasileiros. Engenheiro civil pelo Instituto Militar de Engenharia e bacharel pela Academia das Agulhas Negras.
Currículo 2 – O ministro tem ainda curso de gestão pela Fundação Getúlio Vargas, curso de suprimento pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais do Exército e é servidor concurso da Câmara Federal. Foi também diretor-geral do DNIT, órgão que esteve sob comando do PR nos governos petistas.
O MEC precisa mais de um gestor que de um doutrinador, mas Bolsonaro acha que está certo
Pela primeira vez, após a posse de Bolsonaro, os pernambucanos foram apresentados ontem ao seu ministro da Educação. Trata-se do colombiano (de Bogotá) Ricardo Veléz Rodríguez, de 75 anos, autor de mais de 30 livros, entre eles “A grande mentira – Lula e o patrimonialismo petista”. Ele é graduado em Filosofia e em Teologia, e também professor de diversas universidades públicas e privadas. Abomina o método educacional concebido pelo pernambucano Paulo Freire e reconhece que pesou na sua indicação o apoio do filósofo conservador Olavo de Carvalho, que mora numa pequena cidade dos Estados Unidos, de onde monitora os “comunistas” infiltrados em todos os escalões do governo federal. O ministro veio ao Recife para empossar o pernambucano Alfredo Bertini na presidência da Fundação Joaquim Nabuco. E até pelo pouco tempo que se demorou entre nós, não foi possível extrair-lhe o pensamento sobre o que pretende fazer com o MEC, que é um ministério complexo e desafiador. Mesmo assim, quando aqui desembarcou para esse último compromisso, já se conhecia suas ideias sobre o “marxismo cultural” que teria tomado conta das escolas, o projeto “escola sem partido” que aguarda votação pelo Congresso, os valores da família pregados por Bolsonaro em sua campanha eleitoral e até suas noções de patriotismo. Talvez o MEC, na atualidade, devido aos seus gigantescos problemas, precise mais de um “gestor” que de um “doutrinador”. Mas Bolsonaro apostou num “ideólogo” e quer provar ao país que está certo.
O time da transição
Do time de pernambucanos que integrava a equipe de transição do governo Bolsonaro, poucos foram aproveitados até agora. Bertini foi nomeado para a Fundação Joaquim Nabuco. E Gilson Machado Neto e Osvaldo Matos para a assessoria especial de ministérios. O ex-governador Joaquim Francisco ainda não tem função no novo governo e por isso retornou ao Recife.
Em sintonia – Raul Hemry (MDB), deputado federal eleito, diz que sempre fez oposição, junto com Jarbas Vasconcelos, ao grupo que comanda o MDB nacional. Mas, agora, diante do governo Bolsonaro, os dois grupos estão afinados, ou seja, numa posição de “independência”.
O culto – A jornalista Joice Hasselmann, que se elegeu à Câmara Federal pelo PSL-SP, vai trabalhar no gabinete que pertenceu a Lula. Mas antes de acomodar os seus pertences pretende “desintoxicá-lo” levando um padre, um pastor e um rabino para celebrar um culto ecumênico.
Currículo 1– Tarcísio Gomes de Freitas, novo ministro de Infraestrutura, que recebeu Paulo Câmara, ontem, em audiência, tem um currículo que ainda é pouco conhecido pelos brasileiros. Engenheiro civil pelo Instituto Militar de Engenharia e bacharel pela Academia das Agulhas Negras.
Currículo 2 – O ministro tem ainda curso de gestão pela Fundação Getúlio Vargas, curso de suprimento pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais do Exército e é servidor concurso da Câmara Federal. Foi também diretor-geral do DNIT, órgão que esteve sob comando do PR nos governos petistas.
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