segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Cuidado com Trump: o Brasil que tome cuidado


Por Magno Martins 
No fim dos anos 1990, o argentino Guido Di Tella, ministro das Relações Exteriores da Argentina sob a presidência de Carlos Menem, disse que seu país era tão, mas tão alinhado com os Estados Unidos que seu objetivo era manter uma relação carnal com o vizinho do hemisfério norte. Claro que a tática de absoluta submissão não prosperou, o presidente americano Bill Clinton esnobou Menem e Di Tella. O Brasil de hoje que tome cuidado para não passar por constrangimento parecido.

No Brasil,dos 513 deputados federais eleitos em outubro, apenas 27 conseguiram se eleger com seus próprios votos. Os demais entraram graças ao quociente eleitoral, que soma os votos dados a candidatos de partidos ou coligações e os distribuiu entre todos. Assim, quanto mais forte o partido ou o agrupamento de partidos, maior a chance de fazer grande bancada. Parece estranho? Pode ser. O fato é que 486 deputados foram eleitos com menos votos do que outros que ficaram na planície. (Ascânio Seleme – O Globo)

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