Por Magno Martins
Presidente eleito diz que empresa é "estratégica"
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, deu carta branca para o economista Paulo Guedes formar a equipe econômica de cunho liberal que tanto agrada ao mercado financeiro. Até admitiu privatizar parte da Petrobras.
O economista Roberto Castello Branco, da FGV, foi indicado para comandar a maior estatal do país. O mercado financeiro recebeu bem o nome de Castello Branco porque adora uma privatização, da qual o economista é entusiasta, apesar do cuidado no discurso inicial.
Mas Bolsonaro falou hoje a palavra mágica. A empresa é “estratégica”. Ou seja, não será completamente privatizada. Deverá haver uma queda de braço entre aqueles que desejam privatizar e os que pretendem manter a Petrobras e o setor elétrico sob controle do Estado. Um nó fundamental: definir o tamanho da fatia que ficará estatal petrolífera e daquela que poderá ser vendida. O vice-presidente eleito, general da reserva Hamilton Mourão, afirmou que metade dos médicos cubanos deverá permanecer no Brasil. Parece mal-informado.
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