Postado por Magno Martins
Marisa Gibson, na coluna DIARIO POLÌTICO deste sábado
Se nos próximos levantamentos não houver um crescimento significativo dos concorrentes, que ainda estão abaixo da linha do segundo turno, a disputa poderá ser decidida mesmo entre Bolsonaro e Haddad. A briga entre Haddad e Ciro tem um componente especial para os nordestinos e para os pernambucanos. Entre os dois há uma região - o Nordeste - que representa 26% do eleitorado nacional e que praticamente garante a eleição de um presidente.
Já se sabe que os nordestinos são eleitores confessos de Lula, mas o Brasil não é o Nordeste. E é melhor que seja assim. Mesmo sabendo que Lula fez muito pela região, o voto de cabresto - votar só porque é o ex-presidente pede - não é algo que deva ser estimulado.
Porém, a boa performance de Haddad favorece diretamente o governador Paulo Câmara (PSB), que administrou o seu projeto de reeleição com um pragmatismo selvagem: foi atrás do voto de cabresto com unhas e dentes. Sem o apoio de Lula, Haddad e PT, o PSB corria o risco de ver o seu projeto ruir. Agora, se canoa não virar...
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