terça-feira, 28 de agosto de 2018

Da coluna de Inaldo Sampaio

Raul Jungmann vai criar um Instituto para levantar as estatísticas na área de violência 

por Inaldo Sampaio
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Coluna Fogo Cruzado 

O ministro Raul Jungmann participou ontem no Recife da solenidade de posse do novo superintendente da Polícia Rodoviária Federal em Pernambuco, Alexandre Rodrigues Silva, substituto de Valcir Correia Ortins que pediu para sair. O diretor-geral da PRF, Renato Antonio Borges, no intuito de prestigiar a categoria, solicitou ao superintendente demissionário uma lista tríplice e dela escolheu o substituto levando em consideração “aspectos técnicos”. Jungmann aproveitou a solenidade para declarar que o “legado” que Michel Temer deixará para o próximo presidente na área de segurança é uma “política institucionalizada” para essa área, algo que nunca existiu desde o Império, disse ele. No atual governo, relatou o ministro, foi criado o Ministério de Segurança Pública com recursos orçamentários específicos, unificados os órgãos de inteligência de todas as instituições que lidam com essa área, para que atuem de forma coordenada, e criada a Escola Nacional de Segurança Pública. Além disso, acrescentou, está sendo criado um Instituto para levantar as estatísticas de violência em nosso país, já que o Estado brasileiro não possui esses dados. Os que são divulgados são de responsabilidade da ONU, do Atlas Nacional da Violência, etc. Isso não é pouca coisa, garante o ministro, num país que nunca se preocupou com a segurança, deixando essa responsabilidade nas costas dos governadores, que sem a ajuda do governo federal não têm como enfrentar esse problema.

Gafe em dobro

Ontem, durante a posse do novo superintendente da PRF em Pernambuco, Alexandre Rodrigues, no auditório do TCE, foram cometidas duas gafes. O superintendente anterior, Valcir Ortins, referiu-se a Raul Jungmann como “ministro da Justiça”. E o ministro da Segurança chamou o presidente da Alepe, Eriberto Medeiros (PP), de “Eriberto Gueiros”.

Nota 10 – Jungmann esteve recentemente na Colômbia para conhecer a política de segurança daquele país e voltou encantado com o que viu. No ano de 1991, em Medellin, disse ele, foram registrados 382 assassinatos por grupo de 100 mil habitantes. Hoje são apenas 25 por 100 mil.

Conta inexata – Ao receber Paulo Câmara ontem, em Serra Talhada, o deputado Sebastião Oliveira (PR) disse que ele investiu 100 milhões no município. Botou nessa conta o novo aeroporto, reformado com recursos da União, e um hospital que ainda está saindo do papel.

Novo assessor – Júlio Lossio, candidato da Rede a governador, incorporou ontem à sua assessoria o ex-vereador do Recife, Sérgio Magalhães, que deu colaboração informal a Marília Arraes (PT) enquanto a candidatura dela existiu. Os dois almoçaram ontem no Recife.

As defecções – Mendonça Filho (DEM) divulgou ontem os nomes dos 29 prefeitos da Frente Popular que apoiam sua candidatura para senador. Significa que Jarbas Vasconcelos (MDB) ou Humberto Costa (PT) não terá o apoio dessas lideranças, o que é um baita prejuízo.

Aniversário – Criada na gestão do presidente Severino Otávio, hoje prefeito de Bezerros, a Escola de Contas do TCE completou 20 anos da última 6ª feira. Seu atual diretor, Ranilson Ramos, brindou os servidores com uma palestra do professor Luciano Meira (UFPE), tão competente quanto o irmão, Sílvio, um dos fundadores do Porto Digital.

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