
Júlio Delgado foi um dos maiores entusiastas da candidatura de Eduardo Campos
O deputado Júlio Delgado, do PSB de Minas Gerais, foi um dos maiores entusiastas da candidatura de Eduardo Campos a presidente da República em 2014 por achar que o partido tinha que ter naquela eleição candidato próprio ao Palácio do Planalto. Morto o ex-governador, ele se engajou na campanha de Marina Silva, no primeiro turno, e na de Aécio Neves, no segundo. No início deste ano, foi um dos parlamentares que convenceram o ex-ministro Joaquim Barbosa a se filiar ao PSB para ser candidato a presidente. Como o ex-ministro não topou, o partido ficou sem rumo. Alguns líderes defendem o apoio a Geraldo Alckmin como o governador de São Paulo, Márcio França, outros desejam marchar com Ciro Gomes como o ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, uma terceira corrente pretende apoiar Lula como o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, e um núcleo menor advoga a neutralidade. Delgado considera difícil obter-se o consenso num cenário de tanta divisão e admitiria ele próprio ser o candidato se o partido o tivesse convidado no início do ano. Agora, faltando menos de três meses para as eleições, ele acha que seria um “risco” o PSB lançar-se na disputa com chapa própria. Recebeu como uma “grande homenagem” o fato de seu nome ter sido lembrado por lideranças de outros estados e encarou com naturalidade a afirmação do presidente do PSB de Minas, João Marcos Lobo, de que “o melhor nome para enfrentar a crise é Ciro Gomes”.
De 30 não passa
O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, marcou para o próximo dia 30 a reunião do diretório nacional para definir o rumo do partido na eleição presidencial. A convenção será no dia 5/8 sem que se saiba até agora para onde o partido irá pender. Estão descartados Alckmin (PSDB), Lula (PT) e Marina Silva (Rede). Mas Ciro Gomes (PDT) continua cotado.
A pressa – O direitista MBL (Movimento Brasil Livre) está tão ansioso para ver Lula fora da disputa presidencial que requereu sua inelegibilidade no TSE antes mesmo de o PT pedir o registro. A presidente Rosa Weber (TSE) não tinha outra saída a não ser negar o pedido.
Dupla pena – A população dos municípios pernambucanos que tiveram agências bancárias explodidas sofre duplamente: com a falta de segurança e de serviços bancários. É triste saber que muitas cidades estão há três anos sem agências porque os bancos não querem reabrir as que foram arrombadas.
Voto livre – Apesar de a executiva nacional do PTB ter aprovado, por unanimidade, o apoio a Alckmin (PSDB) para presidente da República, essa posição não será seguida pela secção de Pernambuco, cujo presidente, Armando Monteiro, deverá recomendar a neutralidade..
Em branco – Caso o MDB, na sua convenção nacional, decida apoiar Henrique Meirelles para presidente da República, ele vai passar em branco em Pernambuco. É que o vice-governador Raul Henry e o deputado Jarbas Vasconcelos já anunciaram o apoio a Alckmin (PSB).
Pré-campanha – A candidata a governadora Marília Arraes (PT) estará amanhã e sábado em São José do Egito para cumprir uma série de compromissos ao lado do ex-prefeito Romério Guimarães (PT). Ela só não fará uma visita à feira, como costumava fazer seu avô, Miguel Arraes, para não ser acusada pelo Ministério Público de “campanha eleitoral antecipada”.
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