foto google.
por Inaldo Sampaio
Coluna Fogo Cruzado
Povo brasileiro não deu qualquer sinal até agora de que deseja a volta de Collor
O senador Fernando Collor anunciou em Arapiraca (AL) na última sexta-feira que será candidato a presidente da República pelo PTC. Ele foi o maior fenômeno eleitoral do Brasil desde a primeira eleição direta para presidente após o fim do ciclo militar. Era governador de Alagoas quando decidiu lançar-se como “outsider” à sucessão do então presidente José Sarney. Sua campanha chegou rapidamente aos brasileiros, sinalizando que algo novo estava para surgir no cenário político nacional. Esse “algo novo” foi justamente ele, o “caçador de marajás”, que chegou ao segundo turno com Lula, deixando para trás veteranos políticos com inegáveis serviços prestados à democracia como Ulysses Guimarães, Leonel Brizola e Mário Covas, para citar apenas esses três. No governo, iniciou o processo de abertura da economia e teve tudo para ser um grande presidente dada a sua juventude, preparo e garra. Mas cercou-se de ministros medíocres que não tinham noção da complexidade do país, subestimou o Congresso e o povo, deslumbrou-se com o poder quando fez da Casa da Dinda um “hotel seis estrelas” e misturou o público com o privado sem a menor necessidade de fazer aquilo. Pelo conjunto da obra foi o primeiro presidente de nossa história s sofrer um processo de impeachment, tendo cumprido a pena (suspensão dos direitos políticos por 8 anos) num exílio de luxo (Miami). Já teve portanto a sua chance e não há qualquer indício de que o povo o queira de volta. No entanto, é positivo que entre no jogo para ser uma opção a mais num cenário político marcado até agora pela mediocridade e a desilusão.
O início da campanha de 89
Arapiraca, maior produtor de fumo de Alagoas, foi palco em 1989 de um dos maiores comícios da campanha de Collor à Presidência da República. Lá ele reuniu milhares de pessoas do sertão alagoano para ouvi-lo dizer que se fosse eleito acabaria com a corrupção, não daria tréguas aos “marajás” e poria da cadeia os coruptos do governo Sarney, a começar pelo próprio presidente.
Novo rumo – O empresário Paulo Gontijo, fundador do movimento “Livres” que militou no PSL até o dia em que o presidente Luciano Bivar abriu suas portas para receber Jair Bolsonaro, deve anunciar hoje o seu novo rumo. Uma das hipóteses é o Podemos do senador Álvaro Dias (PR).
Majoritário – Mesmo tendo perdido o apoio do PSB de Bonito, o deputado Gonzaga Patriota (PSB) fez questão de acompanhar, sábado, a visita do governador Paulo Câmara ao município. Afinal, foi o majoritário lá em 2014 com apoio do então prefeito Rui Barbosa (PSB).
E o discurso? – Alckmin reuniu-se anteontem no RJ com o comando jovem do PSDB para uma troca de opiniões sobre sua candidatura presidencial. A própria juventude está percebendo que o governador de SP ainda não empolga os eleitores porque não consegue falar para o Brasil.
Pró Lula – O ministro José Múcio tem sido questionado no próprio TCU por ter dito que é a favor da candidatura de Lula a presidente. Ele entende que se o TRF da 4ª Região barrar a candidatura do líder petista ficará uma “coisa mal resolvida” que será pior para o país.
Intromissão – A Justiça reconheceu, embora com atraso, que a prerrogativa de nomear e demitir ministro é do presidente da República, Daí inexistir razão para um juiz de Niterói ter mandado suspender a posse da deputada Cristiane Brasil no Ministério do Trabalho, sem amparo em nenhuma lei.
por Inaldo Sampaio
Coluna Fogo Cruzado
Povo brasileiro não deu qualquer sinal até agora de que deseja a volta de Collor
O senador Fernando Collor anunciou em Arapiraca (AL) na última sexta-feira que será candidato a presidente da República pelo PTC. Ele foi o maior fenômeno eleitoral do Brasil desde a primeira eleição direta para presidente após o fim do ciclo militar. Era governador de Alagoas quando decidiu lançar-se como “outsider” à sucessão do então presidente José Sarney. Sua campanha chegou rapidamente aos brasileiros, sinalizando que algo novo estava para surgir no cenário político nacional. Esse “algo novo” foi justamente ele, o “caçador de marajás”, que chegou ao segundo turno com Lula, deixando para trás veteranos políticos com inegáveis serviços prestados à democracia como Ulysses Guimarães, Leonel Brizola e Mário Covas, para citar apenas esses três. No governo, iniciou o processo de abertura da economia e teve tudo para ser um grande presidente dada a sua juventude, preparo e garra. Mas cercou-se de ministros medíocres que não tinham noção da complexidade do país, subestimou o Congresso e o povo, deslumbrou-se com o poder quando fez da Casa da Dinda um “hotel seis estrelas” e misturou o público com o privado sem a menor necessidade de fazer aquilo. Pelo conjunto da obra foi o primeiro presidente de nossa história s sofrer um processo de impeachment, tendo cumprido a pena (suspensão dos direitos políticos por 8 anos) num exílio de luxo (Miami). Já teve portanto a sua chance e não há qualquer indício de que o povo o queira de volta. No entanto, é positivo que entre no jogo para ser uma opção a mais num cenário político marcado até agora pela mediocridade e a desilusão.
O início da campanha de 89
Arapiraca, maior produtor de fumo de Alagoas, foi palco em 1989 de um dos maiores comícios da campanha de Collor à Presidência da República. Lá ele reuniu milhares de pessoas do sertão alagoano para ouvi-lo dizer que se fosse eleito acabaria com a corrupção, não daria tréguas aos “marajás” e poria da cadeia os coruptos do governo Sarney, a começar pelo próprio presidente.
Novo rumo – O empresário Paulo Gontijo, fundador do movimento “Livres” que militou no PSL até o dia em que o presidente Luciano Bivar abriu suas portas para receber Jair Bolsonaro, deve anunciar hoje o seu novo rumo. Uma das hipóteses é o Podemos do senador Álvaro Dias (PR).
Majoritário – Mesmo tendo perdido o apoio do PSB de Bonito, o deputado Gonzaga Patriota (PSB) fez questão de acompanhar, sábado, a visita do governador Paulo Câmara ao município. Afinal, foi o majoritário lá em 2014 com apoio do então prefeito Rui Barbosa (PSB).
E o discurso? – Alckmin reuniu-se anteontem no RJ com o comando jovem do PSDB para uma troca de opiniões sobre sua candidatura presidencial. A própria juventude está percebendo que o governador de SP ainda não empolga os eleitores porque não consegue falar para o Brasil.
Pró Lula – O ministro José Múcio tem sido questionado no próprio TCU por ter dito que é a favor da candidatura de Lula a presidente. Ele entende que se o TRF da 4ª Região barrar a candidatura do líder petista ficará uma “coisa mal resolvida” que será pior para o país.
Intromissão – A Justiça reconheceu, embora com atraso, que a prerrogativa de nomear e demitir ministro é do presidente da República, Daí inexistir razão para um juiz de Niterói ter mandado suspender a posse da deputada Cristiane Brasil no Ministério do Trabalho, sem amparo em nenhuma lei.
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