terça-feira, 3 de outubro de 2017

Da coluna de Inaldo Sampaio


 
Foto google

Marco Maciel saiu da vida pública tal qual nela ingressou na década de 60: pobre e probo

Foi lançada ontem pela Companhia Editora de Pernambuco mais um livro sobre Marco Maciel, um dos políticos mais completos de Pernambuco em todos os tempos. De autoria do jornalista Ângelo Castelo Branco, “O artífice do entendimento” foca o lado conciliador do político pernambucano, que foi um dos responsáveis junto com o mineiro Aureliano Chaves pela bem sucedida transição política que nos conduziu em 1984 do regime autoritário para o regime democrático. Maciel apoiava o governo militar. Mas abriu uma dissidência no seu partido (PDS) e ajudou a costurar a transição junto com dois próceres da Oposição: Ulysses Guimarães, então presidente do PMDB e o governador de Minas, Tancredo Neves, o escolhido por essas forças para ser o 1º presidente civil após o regime militar, ainda que eleito indiretamente. Nada obstante, a biografia definitiva de Marco Maciel ainda precisa ser escrita, haja vista ter sido em 45 anos de vida pública um político singular: líder estudantil, secretário de estado, deputado estadual e federal, presidente da Câmara, governador, senador, ministro e vice-presidente da República. E para que não se pense que todo político é igual, saiu da vida pública tal qual nela entrou em 1966: pobre e probo. Hoje padece, no DF, infelizmente, do Mal de Alzheimer.

A ordem é “infernizar”

De Murilo Cavalcanti (PMDB), secretário de Segurança Urbana da prefeitura do Recife, sobre o presidente regional do PMDB, Raul Henry, ter “judicializado” a disputa que trava com o senador Fernando Bezerra pelo controle do partido: “Vamos infernizar a vida desse senador, que quer tomar de assalto um partido com 50 anos de história, que ele não ajudou a construir. De graça, a gente não entrega de jeito nenhum. Iremos às últimas conseqüências!”.

Prioridades – A prioridade do PSB em 2018 é a reeleição de Paulo Câmara, vice-presidente nacional do partido e “herdeiro político” de Eduardo Campos. Logo depois vem Márcio Lacerda, ex-prefeito de Belo Horizonte, que será candidato ao governo de Minas.

Solidariedade – O deputado e presidente regional do PTB, José Humberto Cavalcanti, disse que o partido “prestou, desde a primeira hora”, toda solidariedade ao prefeito afastado de São Lourenço, Bruno Pereira (PTB), mas não foi o responsável pela contratação do criminalista Bóris Trindade para defendê-lo.
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Segurança – Após reforçar a PM com 1.500 novos homens, dando mais visibilidade ao “policiamento ostensivo” na capital, a Secretaria de Defesa Social promete nomear ainda este ano 140 novos delegados para suprir vagas abertas em mais de uma centena de municípios.

Nem aí – Com 66 deputados federais e 23 senadores, o PMDB não tá nem aí para a eleição presidencial de 2018. Pretende eleger grandes bancadas para a Câmara e o Senado. E seja qual for o presidente eleito, estará na sua base política de sustentação em troca de ministérios.

Silêncio – Michel Temer silenciou sobre a carta que lhe foi enviada pelos 9 governadores do Nordeste protestando contra a inclusão da Chesf no programa de privatizações da Eletrobrás. Eles dizem que privatizar a Chesf significa também privatizar rio (São Francisco). O senador Fernando Bezerra (PMDB) acha isso uma bobagem dizendo que a produção de energia eólica no país está crescendo, e nem por isso se diz que “os ventos estão sendo privatizados”.

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