Carlos Siqueira, presidente nacional do PSBFoto: Arquivo PSB
Por Carol Brito
Da Folha de Pernambuco
O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, se reuniu nesta terça-feira (5), às 9h, com o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB), para receber o comunicado oficial da saída do correligionário. No dia anterior, o dirigente recebeu uma ligação do parlamentar para uma reunião. O dirigente não se surpreendeu com a decisão de Bezerra Coelho e afirmou que já esperava a saída dele dos quadros do PSB.
“A desfiliação é um ato pessoal e intransferível, mas respeito a decisão dele. Está decidido. Desejo sorte a ele”, afirmou. O presidente garante que as eleições do próximo ano e a possibilidade do senador lançar um projeto de oposição ao governador Paulo Câmara (PSB) não entrou na pauta, mas reforçou que a reeleição do chefe do Executivo estadual é a prioridade máxima do PSB estadual. “Sempre estaremos com as portas abertas para o diálogo (com o grupo do PSB). Somos um partido democrático”, garantiu.
Sobre as queixas do grupo dos Coelho de perseguição partidária, Carlos Siqueira disse que sempre esteve de portas abertas para o diálogo e que o senador não chegou sequer a ser notificado da abertura de processo no Conselho de Ética do PSB, que foi solicitado pelos movimentos sociais da sigla.
“A decisão (da saída de Fernando Bezerra Coelho) foi política. Ele nunca foi notificado de processo algum. Os outros podem até falar disso, mas ele não. Sempre estive de portas abertas para o diálogo com todos. Também nunca falei em expulsão, são eles que falam, mas sempre deixei claro que o partido tem uma identidade e que não podemos mudar isso”, cravou.
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