quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Da coluna de Inaldo sampaio


Governador mexe no xadrez de olho no segundo mandato
Postado por Inaldo Sampaio

Coluna Fogo Cruzado

O retorno de Nilton Mota para a Alepe desagradaria Danilo Cabral e Jarbas Vasconcelos
Resultado de imagem para Nilton Mota
Conforme noticiado em primeira mão pela colunista desta “Folha” Renata Bezerra de Melo, o deputado Nilton Mota deixa hoje a Secretaria de Agricultura para substituir Antônio Figueira na chefia da Casa Civil. Foi a segunda mexida no tabuleiro que o governador Paulo Câmara realizou em pouco mais de 30 dias visando à campanha à reeleição. A primeira foi a nomeação do deputado Kaio Maniçoba para a Secretaria de Habitação a fim de abrir vaga na Câmara Federal para o suplente Luciano Bivar (PSL). Esta agora teve como objetivo reaproximar o PDT da Frente Popular sem ferir os interesses dos deputados Danilo Cabral e Jarbas Vasconcelos. Explica-se: se Nilton Mota retornasse à Assembleia Legislativa, como se cogitou, deixaria o PSB de Surubim (Danilo Cabral) sem espaço no governo e devolveria Gustavo Negromonte, sobrinho de Jarbas, à condição de suplente. Optou-se então pela solução menos traumática, ou seja, o deslocamento de Figueira para a Assessoria Especial e do seu atual chefe, José Neto, para adjunto de Nilton Mota. A mudança pode até não produzir os efeitos eleitorais que dela se espera. Mas pelo menos está mostrando que o governo decidiu “fazer política”.

O peso da política local

Foi por causa da política de Caruaru que o ex-prefeito José Queiroz (PDT) trocou a Oposição (da qual vinha se aproximando) pela Frente Popular. Ele era uma das alternativas do PTB para disputar uma vaga no Senado em 2018. Mas como brigou com a prefeita Raquel Lyra (PSDB) reaproximou-se do PSB em troca da indicação de Wellington Batista à pasta da Agricultura.

Mexida – Antes de bater o martelo nessa nova mexida no secretariado, Paulo Câmara examinou a hipótese de deslocar Nilton Mota para a Secretaria do Planejamento para que o secretário Márcio Stefanni retornasse à sua casa de origem: BNDES. Mas contrariaria Danilo Cabral.

Palanque – Após empossar Wellington Batista, hoje, na Secretaria de Agricultura, Paulo Câmara passa a contar em Caruaru com o apoio de quatro fortes aliados: Tony Gel (PMDB), José Queiroz (PDT), Jorge Gomes (PSB) e Erick Lessa (PR). Mas se não der resposta rápida ao problema da “violência”, corre o risco de perder lá.

Patente – Pelo ensinamento de Tancredo Neves, “política não se faz vítima”. E a principal delas na mudança que haverá no secretariado foi Antônio Figueira, de lealdade canina ao governador. Ele assimilou, sem reclamar, a nomeação de João Campos para a chefia de gabinete, o que ofuscou completamente a Casa Civil. E agora foi deslocado para uma função pouco relevante para quem alimenta o sonho de disputar um cargo majoritário.

Derrota – Paulo Câmara decidiu correr atrás do PDT porque já dá como perdida a presença do PMDB em seu palanque nas eleições do próximo ano. Certamente está acreditando que o senador Fernando Bezerra derrotará Jarbas Vasconcelos na luta pelo controle da legenda.

Desabafo – Em sua despedida do TRE-PE, na última segunda-feira, como procurador regional eleitoral, Antonio Carlos Barreto Campello, que completou seu tempo naquela Corte, fez o seguinte desabafo: “É lamentável que se diga isto, mas o que se vê por aí são prefeituras pobres e prefeitos ricos”.

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