segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Da Coluna de Inaldo Sampaio


Haddad e Wagner são as opções de Lula para 2018
Postado por Inaldo Sampaio

Coluna Fogo Cruzado
O PT descarta antecipadamente apoio à candidatura do ex-ministro Ciro Gomes

Lula deixou claro para petistas baianos neste final de semana que não tem mais esperança de que a sentença do juiz Sérgio Moro que o condenou a 9 anos e 6 meses de prisão seja reformada pelo TRF da 4ª Região. E aproveitou sua passagem por aquele Estado para dizer que, se não for candidato, o PT tem duas alternativas em condições de substituí-lo: o ex-prefeito Fernando Haddad (SP) e o ex-governador Jaques Wagner (BA). Nenhum dos dois tem força política para disputar a eleição com chance de êxito. Mas é o que sobrou da agremiação após ter-se desmoralizado pelo envolvimento de seus principais líderes em casos de corrupção, incluindo o próprio Lula. Como o PT é avesso a alianças, salvo para manter-se hegemônico no processo, descarta apoio a Ciro Gomes, que poderia ser uma alternativa para o partido em aliança com o PDT. E praticamente já decidiu que se não puder concorrer com Lula em 2018 lançará uma chapa “puro sangue” com Haddad na cabeça e Wagner na vice.

Teste de popularidade

A passagem de Lula pela BA e por SE reuniu menos gente do que o PT esperava, apesar de seus governadores Rui Costa (PT) e Jackson Barreto (SE), respectivamente, serem aliados dele. O petista sempre foi forte em Pernambuco nos últimos 15 anos, mas só saberemos se ainda tem força pela quantidade de pessoas que reunir na próxima 6ª, às 16h, no pátio da Igreja do Carmo.

Jingle – Mesmo sem saber ainda se será ou não candidata do PT ao governo estadual, a vereadora Marília Arraes já ganhou de presente o “jingle” da campanha. Trata-se de um belo xote cujo refrão diz o seguinte: “Por isso, conscientemente, é Marília Arraes aqui e Lu-la-lá”.

Atraso – Pensava-se que “perseguição” a servidor público não alinhado com o governo era prática sepultada em PE, mas infelizmente continua. A Secretaria de Saúde transferiu de São José do Egito para Afogados da Ingazeira o médico e ex-prefeito Romério Guimarães (PT) a pedido do atual, Evandro Valadares (PSB). Guimarães é médico do Estado há 22 anos e eleitor de Kaio Maniçoba (PMDB) e Isaltino Nascimento (PSB). Se não fosse, o teriam mandado para Afrânio.

Espaço – O ministro Fernando Filho (Minas e Energia) incluiu mais um ingrediente no rol de motivos que poderão levá-lo – juntamente com o pai, senador, e o irmão, Miguel, prefeito de Petrolina, a abandonar o PSB: a falta de “espaço” no governo Paulo Câmara. Eles reivindicaram a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, mas o governador disse “não”.

Programa – O PSDB poderia ter aproveitado o seu programa político da última 5ª feira para “nacionalizar” a imagem de seus dois pré-candidatos à sucessão de Temer: Geraldo Alckmin e João Doria. Em vez disso, levou ao ar um programa sem políticos, irritando ministros, senadores e deputados do partido. O responsável foi o senador Tasso Jereissati (CE).

Travessia – O deputado Augusto Coutinho (SD) vai votar a favor do “distritão” após engolir a versão do PSDB de que ele será o caminho que levará o país ao voto distrital misto em 2022. Bem verdade que não existe sistema eleitoral perfeito, mas esse “distritão” é muito pior que o que temos hoje (proporcional).
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Ponte – O prefeito Geraldo Júlio, que foi secretário municipal em Petrolina à época em que Fernando Bezerra Coelho era prefeito, resolveu entrar em campo para tentar segurá-lo no PSB. Mas vê o cenário muito nebuloso.

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