Postado por Magno Martins
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve deflação de 0,23% no mês de junho, a primeira em 11 anos, puxada pelas contas de luz e alimentos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (7). O resultado é o mais baixo para um mês de junho desde o início do Plano Real. A última vez que o índice teve variação negativa foi em junho de 2006, quando a taxa caiu 0,21%. O IPCA nunca foi tão baixo desde agosto de 1998, quando a taxa atingiu -0,51%.
Na história recente do Brasil, constantemente marcada por inflação alta, só houve deflação no IPCA por no máximo três meses seguidos. Isso aconteceu entre julho e setembro de 1998. Entenda o que é deflação e quando ela é um problema.
Segundo economistas, o alívio nos preços na economia em junho é reflexo da recessão que freou o consumo dos brasileiros, além de fatores sazonais, que fazem o mês ter taxas historicamente mais baixas.
O primeiro semestre do ano fechou em 1,18%, bem menos do que os 4,42% registrados em igual período de 2016, diz o IBGE. Considerando-se todos os primeiros semestres, é o resultado mais baixo da série histórica. A coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, lembrou que desde janeiro o IPCA apresentava queda. De abril para maio, no entanto, ele subiu de 0,14% para 0,31%. “A gente precisa lembrar que o resultado de maio teve uma influência pontual, porque já não houve o desconto nas contas de luz aplicados no mês anterior. Se a gente desconsiderasse as contas de energia em maio, o resultado teria sido de 0,02%. Ou seja, em maio, o caminho da inflação já mostrava uma tendência de redução”, disse.
Na história recente do Brasil, constantemente marcada por inflação alta, só houve deflação no IPCA por no máximo três meses seguidos. Isso aconteceu entre julho e setembro de 1998. Entenda o que é deflação e quando ela é um problema.
Segundo economistas, o alívio nos preços na economia em junho é reflexo da recessão que freou o consumo dos brasileiros, além de fatores sazonais, que fazem o mês ter taxas historicamente mais baixas.
O primeiro semestre do ano fechou em 1,18%, bem menos do que os 4,42% registrados em igual período de 2016, diz o IBGE. Considerando-se todos os primeiros semestres, é o resultado mais baixo da série histórica. A coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, lembrou que desde janeiro o IPCA apresentava queda. De abril para maio, no entanto, ele subiu de 0,14% para 0,31%. “A gente precisa lembrar que o resultado de maio teve uma influência pontual, porque já não houve o desconto nas contas de luz aplicados no mês anterior. Se a gente desconsiderasse as contas de energia em maio, o resultado teria sido de 0,02%. Ou seja, em maio, o caminho da inflação já mostrava uma tendência de redução”, disse.
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