Escrito por Gustavo Krause Ex-governado de PE e Ex-ministro da Fazenda.

No dia 5 de junho, será celebrado o 45º aniversário do Dia Mundial do Meio Ambiente.
No dia 1º do corrente mês, Trump anunciou a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris, tratado que se situa no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, firmado, no dia 12 de dezembro de 2015, por 195 partes (191 países, União Europeia, Palestina, ilhas Cook, Niue, Estados livres associados à Nova Zelândia) e ratificados por 144.
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Inacreditável! O nacionalismo xenófobo, o populismo caipira e a macaquice midiática do presidente americano superaram os limites do tolerável. Trump criou o seu dia, um dia sombrio que renega avanços históricos na questão ambiental e declara guerra ao futuro do planeta.
Em 1972, Estolcomo, foi realizada a Conferência das Nações Unidas Sobre o Meio Ambiente Humano.
A iniciativa da ONU atendia ao alerta do Relatório Meadows, Os Limites do Crescimento, elaborado pelo Clube de Roma (1968) e as conclusões da reunião de Founex, Suíça, 1971, que assinalava, pioneiramente, o conceito de Ecodesenvolvimento.
A partir de então, o tema do meio ambiente assumiu uma posição estratégica na agenda global e uma dimensão que se tornaria inseparável do conceito clássico de desenvolvimento econômico.
Em 1987, o Relatório Bruntland da Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente, presidida pela Primeira-Ministra da Noruega Gro Harlem Bruntland, enunciou o conceito de Desenvolvimento Sustentável como aquele que “atende as necessidades da geração presente sem comprometer a capacidade de as gerações futuras suprirem as suas próprias necessidades".
Em 1992, o Brasil sediou a ECO-92, um marco na evolução do tema, associando definitivamente os conceitos de Desenvolvimento e Sustentabilidade.
Em menos de cinco décadas, o impacto da questão ambiental virou o mundo de ponta-cabeça. Mudou a tal ponto o paradigma da civilização contemporânea que revelou os limites biofísicos do planeta e uma encruzilhada histórica de um espaço que, faz dois séculos abrigava 800 milhões de habitantes e que, atualmente, é um espaço congestionados por 8 bilhões de pessoas.
Resultado: a natureza tornou-se assustadoramente escassa; desafio: mudar o rumo de um modelo de civilização para assegurar a integridade da vida humana na Terra.
Com toda razão, o pensador Michel Serres, ao afirmar (início da década de 90): “O que está em risco é a terra em sua totalidade, e os homens em seu conjunto. A História global entra na natureza, a natureza entre na história: isto é inédito na filosofia”.
Inédito na filosofia, na política, na economia, nas ciências, enfim no formação do conhecimento humano e, sobretudo, na formação de um nova consciência ecológica a ser assumida por uma nova cidadania: a ecocidadania.
Somente ouvidos loucos não escutam os gritos da terra. E o tempo ruge. Ameaça. Tanto que a consciência ambiental tomou forma em concertações globais e multilaterais em torno de temas que afetam a todos: risco da biodiversidade e proteção dos diversos biomas, poluição hídrica e escassez d'água, o avanço da desertificação, a contaminação do ar, os graves efeitos da urbanização desordenada e seus desdobramentos a exemplo da produção de rejeitos e, entre outras componentes do grave passivo ambiental, o aquecimento global em razão de mudanças climáticas decorrentes do aumento de gases emitidos que formam a camada de poluentes e o efeito estufa.
Sem alarmismos, a aquecimento global é uma efetiva ameaça à integridade da natureza. Um desequilíbrio letal. Diferentemente dos seus antecedentes – Protocolo de Kyoto ( não subscrito pelo EUA – 2005), Conferência de Bali (2007 – antecipando-se ao prazo final de Kyoto em 2012), Conferência de Copenhague COP-15 – com resultados modestos, o Acordo de Paris COP-21 representou um considerável avanço: fixou que, a partir de 2020, o aquecimento global atingisse, em 2100, temperatura média inferior a 2º C, nível registrado no período pré-industrial.
Trump, o provinciano representante de Pittsburgh , paradoxalmente, fará um bem à Humanidade: tornará efetivo o princípio que impera nos acordos ambientais “responsabilidades comuns, porém diferenciadas"; dividirá a Federação estadunidense expressa no palavra do governador Jerry Brown: “A Califórnia irá resistir”; fortalecerá a tendência universal de criar uma economia de baixo carbono.
O burlesco Trump cometeu um “erro colossal” ao não compreender que a questão ambiental é “uma consciência crítica e um propósito estratégico”. A estupidez não passará!

No dia 5 de junho, será celebrado o 45º aniversário do Dia Mundial do Meio Ambiente.
No dia 1º do corrente mês, Trump anunciou a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris, tratado que se situa no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, firmado, no dia 12 de dezembro de 2015, por 195 partes (191 países, União Europeia, Palestina, ilhas Cook, Niue, Estados livres associados à Nova Zelândia) e ratificados por 144.
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Inacreditável! O nacionalismo xenófobo, o populismo caipira e a macaquice midiática do presidente americano superaram os limites do tolerável. Trump criou o seu dia, um dia sombrio que renega avanços históricos na questão ambiental e declara guerra ao futuro do planeta.
Em 1972, Estolcomo, foi realizada a Conferência das Nações Unidas Sobre o Meio Ambiente Humano.
A iniciativa da ONU atendia ao alerta do Relatório Meadows, Os Limites do Crescimento, elaborado pelo Clube de Roma (1968) e as conclusões da reunião de Founex, Suíça, 1971, que assinalava, pioneiramente, o conceito de Ecodesenvolvimento.
A partir de então, o tema do meio ambiente assumiu uma posição estratégica na agenda global e uma dimensão que se tornaria inseparável do conceito clássico de desenvolvimento econômico.
Em 1987, o Relatório Bruntland da Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente, presidida pela Primeira-Ministra da Noruega Gro Harlem Bruntland, enunciou o conceito de Desenvolvimento Sustentável como aquele que “atende as necessidades da geração presente sem comprometer a capacidade de as gerações futuras suprirem as suas próprias necessidades".
Em 1992, o Brasil sediou a ECO-92, um marco na evolução do tema, associando definitivamente os conceitos de Desenvolvimento e Sustentabilidade.
Em menos de cinco décadas, o impacto da questão ambiental virou o mundo de ponta-cabeça. Mudou a tal ponto o paradigma da civilização contemporânea que revelou os limites biofísicos do planeta e uma encruzilhada histórica de um espaço que, faz dois séculos abrigava 800 milhões de habitantes e que, atualmente, é um espaço congestionados por 8 bilhões de pessoas.
Resultado: a natureza tornou-se assustadoramente escassa; desafio: mudar o rumo de um modelo de civilização para assegurar a integridade da vida humana na Terra.
Com toda razão, o pensador Michel Serres, ao afirmar (início da década de 90): “O que está em risco é a terra em sua totalidade, e os homens em seu conjunto. A História global entra na natureza, a natureza entre na história: isto é inédito na filosofia”.
Inédito na filosofia, na política, na economia, nas ciências, enfim no formação do conhecimento humano e, sobretudo, na formação de um nova consciência ecológica a ser assumida por uma nova cidadania: a ecocidadania.
Somente ouvidos loucos não escutam os gritos da terra. E o tempo ruge. Ameaça. Tanto que a consciência ambiental tomou forma em concertações globais e multilaterais em torno de temas que afetam a todos: risco da biodiversidade e proteção dos diversos biomas, poluição hídrica e escassez d'água, o avanço da desertificação, a contaminação do ar, os graves efeitos da urbanização desordenada e seus desdobramentos a exemplo da produção de rejeitos e, entre outras componentes do grave passivo ambiental, o aquecimento global em razão de mudanças climáticas decorrentes do aumento de gases emitidos que formam a camada de poluentes e o efeito estufa.
Sem alarmismos, a aquecimento global é uma efetiva ameaça à integridade da natureza. Um desequilíbrio letal. Diferentemente dos seus antecedentes – Protocolo de Kyoto ( não subscrito pelo EUA – 2005), Conferência de Bali (2007 – antecipando-se ao prazo final de Kyoto em 2012), Conferência de Copenhague COP-15 – com resultados modestos, o Acordo de Paris COP-21 representou um considerável avanço: fixou que, a partir de 2020, o aquecimento global atingisse, em 2100, temperatura média inferior a 2º C, nível registrado no período pré-industrial.
Trump, o provinciano representante de Pittsburgh , paradoxalmente, fará um bem à Humanidade: tornará efetivo o princípio que impera nos acordos ambientais “responsabilidades comuns, porém diferenciadas"; dividirá a Federação estadunidense expressa no palavra do governador Jerry Brown: “A Califórnia irá resistir”; fortalecerá a tendência universal de criar uma economia de baixo carbono.
O burlesco Trump cometeu um “erro colossal” ao não compreender que a questão ambiental é “uma consciência crítica e um propósito estratégico”. A estupidez não passará!
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