sábado, 22 de abril de 2017

Da Coluna de Inaldo Sampaio



Palocci resolveu abrir a boca porque ninguém do PT até agora saiu em seu favor

O ex-presidente Lula e seus companheiros de PT tiveram uma péssima notícia neste final de semana. O ex-ministro Antonio Palocci, ao prestar depoimento ao juiz Sérgio Moro na última quinta-feira, colocou-se à disposição do magistrado para contar tudo o que sabe sobre os investigados pela operação Lava Jato, ainda que isto custe mais um ano de trabalho ao Ministério Público Federal e aos serventuários da Justiça. Palocci é o primeiro petista de alto coturno que se dispõe a contar o que sabe sobre a relação promíscua do governo Lula com as grandes empreiteiras do Brasil, especialmente a Odebrecht. Ele está preso desde 2016 e sem perspectiva de sair da cadeia, portanto não tem nada a perder se fizer delação premiada, salvo a amizade com os velhos companheiros de partido. Palocci tem cara de santo, mas é investigado pelo Ministério Público desde quando era prefeito do município de Ribeirão Preto (SP). Ele teria resolvido abrir a boca porque ninguém do PT até agora se manifestou em seu favor.

A burrice de Lula

Lula virou palestrante bem remunerado (só perdia para Bill Clinton, segundo ele próprio) quando deixou a Presidência da República em 2010. Cobrava cerca de 500 mil por palestra e fez várias na América Latina e na África contratado pela Odebrecht. Tinha dinheiro suficiente, portanto, para comprar um sítio em Atibaia (SP) e um apartamento na praia do Guarujá (SP). Mas, por burrice ou coisa que o valha, pediu esses dois bens a empreiteiras e talvez seja impedido de concorrer às eleições de 2018 por causa disto.

O perfil – O jornalista Plínio Fraga define o ex-presidente Tancredo Neves no livro que escreveu sobre ele como “conservador na economia e liberal na política”. Diz também que o político mineiro cultivava a democracia como “valor essencial” e não fazia concessões para apunhalá-la.

Imposto – O projeto de reforma trabalhista que a Câmara Federal deverá votar na próxima semana acaba com o famigerado “imposto sindical” que é a principal fonte de receita dos sindicatos e das centrais sindicais. Se passar, muitos sindicatos vão fechar suas portas.

O fim – Cláudio Lamachia, presidente da OAB Nacional, disse no Recife que a entidade apoia a operação Lava Jato, mas não concorda que os processos se “eternizem” na Justiça. Segundo ele, o princípio da razoabilidade prevê que os processos comecem e também tenham fim.

Título – O padre Reginaldo Manzotti, ao receber o título de “Cidadão de Pernambuco”, na última quinta-feira, fruto de um projeto de autoria da deputada Terezinha Nunes (PSDB), confessou que já se sentia pernambucano por ter morado 1 ano em Camocim de São Félix.

Teatro – A Câmara Municipal de Caruaru aprovou projeto de autoria do vereador Marcelo Gomes (PSB) propondo a municipalização do Teatro João Lyra Filho. Ele acha que, gerido pela prefeitura, o teatro, que tem o nome do avô da prefeita Raquel Lyra (PSDB), pode oferecer melhores serviços à população.

Massificação – O ex-presidente Lula continua dando entrevistas a emissoras de rádio do Nordeste para “esquentar” o nome para 2018. Já falou para emissoras de Pernambuco, Ceará, Piauí, Bahia e Sergipe. Antes, negava a pretensão de ser candidato. Agora, diz que, “se puder”, estará no páreo.

Candidatos – Além de Milton Coelho (Administração), mais um auxiliar do governador Paulo Câmara pretende disputar mandato de deputado nas próximas eleições: Fred Amâncio (Educação). Milton está de olho na Câmara Federal e Fred na Assembleia Legislativa.

Televisão – Presidente do PMB (Partido da Mulher Brasileira) em Pernambuco, a vereadora Juliana Paranhos (Abreu e Lima) ocupou sozinha as inserções a que o partido teve direito neste mês de abril no rádio e na televisão. O PMB nasceu com 22 deputados federais. Hoje tem apenas um.

Confronto – O vereador Marco Aurélio (PRTB) vai mesmo para o confronto com a CTTU pelo fato de esta empresa ter decidido multar no Recife por intermédio de câmaras de vídeo. Ele não é contra a multa. Mas acha que o cidadão que dirige seu veículo e passa ou estaciona em local proibido tem o direito de saber por que está sendo multado.

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