Jânio Arruda.
Postado por Magno Martins:
De João Pessoa, foi levado às pressas para o hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde faleceu sábado passado. Deixou três filhos e quatro netos, que eram, na verdade, a sua grande razão de viver. Alegre, divertido, bem-humorado, João Oscar era uma pessoa extremamente dedicada à família, cativou uma legião de amigos, entre eles o ex-governador Joaquim Francisco, que o escolheu para coordenar o Escritório de Representação do Governo do Estado no DF.
“Era o amigo de todas as horas, extremamente prestativo”, revela a jornalista Divane Carvalho, que também trabalhou com João Oscar e com ele criou um elo de irmandade. Conversei com João pela última vez em Brasília em dezembro do ano passado. Já estava bastante debilitado pelo descontrole do diabetes e com problemas coronarianos. Mesmo assim, em nenhum momento se deixou abater, transmitindo uma energia encantadora, muita fé e muita alegria.
João Oscar era leitor assíduo do meu blog, daqueles que confessavam que só dormia após a leitura da coluna que posto de meia noite. Adorada a política e seus bastidores, tinha uma fidelidade canina aos amigos. Que o digam Joaquim e Divane. Tenho impressão que o maior prazer dele era causar prazer aos seus amigos e a família. Era um apaixonado também por Brasília, a sua segunda pátria, depois da sua Paraíba e de Pernambuco.
Diz um filósofo que a maior parte dos homens é como a pedra do íman: tem um lado que atrai e outro que repele. João Oscar era diferenciado: só atraia, nunca repelia. Era do bem, do amor, da gratidão, do afeto, da irmandade. Aristóteles dizia que a beleza pessoal é uma recomendação maior que qualquer carta de referência.
João Oscar tinha uma beleza contagiante. As maiores almas são capazes dos maiores vícios. Seu maior vício era fazer a intriga do bem, um verdadeiro pacificador e conciliador. Consternados, seus os amigos do Recife mandam celebrar missa comunitária de 7º dia na próxima sexta-feira, na Igreja das Graças, às 16h30.
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