quarta-feira, 8 de março de 2017

Postado por Magno Martins:Perdi João Oscar, um grande amigo

Quero através deste blog, fazer a minha singela homenagem a João Oscar, salientando que sempre foi muito atencioso comigo e com Taquaritinga, quando exercia suas atividades no escritório de Pernambuco em Brasília, no governo de Joaquim Francisco. Que DEUS  o tenha!

Jânio Arruda.


Postado por Magno Martins:



Fui informado, hoje, em Brasília, da morte do meu amigo João Oscar Henriques, que conheci nos idos de 90 quando assumi a Secretaria de Imprensa do Governo de Pernambuco na gestão Joaquim Francisco. Com raízes também no Sertão do Pajeú, João Oscar, 72 anos, nasceu na Paraíba, era viúvo e morreu em consequência da falência múltipla dos órgãos. Ele começou a se sentir mal quando visitava familiares em João Pessoa, na semana passada.

De João Pessoa, foi levado às pressas para o hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde faleceu sábado passado. Deixou três filhos e quatro netos, que eram, na verdade, a sua grande razão de viver. Alegre, divertido, bem-humorado, João Oscar era uma pessoa extremamente dedicada à família, cativou uma legião de amigos, entre eles o ex-governador Joaquim Francisco, que o escolheu para coordenar o Escritório de Representação do Governo do Estado no DF.

“Era o amigo de todas as horas, extremamente prestativo”, revela a jornalista Divane Carvalho, que também trabalhou com João Oscar e com ele criou um elo de irmandade. Conversei com João pela última vez em Brasília em dezembro do ano passado. Já estava bastante debilitado pelo descontrole do diabetes e com problemas coronarianos. Mesmo assim, em nenhum momento se deixou abater, transmitindo uma energia encantadora, muita fé e muita alegria.

João Oscar era leitor assíduo do meu blog, daqueles que confessavam que só dormia após a leitura da coluna que posto de meia noite. Adorada a política e seus bastidores, tinha uma fidelidade canina aos amigos. Que o digam Joaquim e Divane. Tenho impressão que o maior prazer dele era causar prazer aos seus amigos e a família. Era um apaixonado também por Brasília, a sua segunda pátria, depois da sua Paraíba e de Pernambuco.

Diz um filósofo que a maior parte dos homens é como a pedra do íman: tem um lado que atrai e outro que repele. João Oscar era diferenciado: só atraia, nunca repelia. Era do bem, do amor, da gratidão, do afeto, da irmandade. Aristóteles dizia que a beleza pessoal é uma recomendação maior que qualquer carta de referência.

João Oscar tinha uma beleza contagiante. As maiores almas são capazes dos maiores vícios. Seu maior vício era fazer a intriga do bem, um verdadeiro pacificador e conciliador. Consternados, seus os amigos do Recife mandam celebrar missa comunitária de 7º dia na próxima sexta-feira, na Igreja das Graças, às 16h30.

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