domingo, 12 de junho de 2016

Entre ter a integridade do mandato e encurtá-lo

Publicado por Branca Alves



Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política

Ainda que parte da base aliada da presidente afastada, Dilma Rousseff, viesse defendendo a tese de plebiscito como caminho viável para o retorno dela ao comando do Planalto, o fato de ela própria ter pregado a convocação de uma consulta popular foi vista com surpresa por petistas em Pernambuco. Foi o caso do presidente estadual do PT, Bruno Ribeiro. O dirigente já havia dito que não aceitava tal tese, porque estava focado “defendendo a integridade de um mandato, defendendo a soberania do voto em 2014”. À coluna, ele fizera a seguinte reflexão: “Falar em plebiscito para encurtar mandato. Não é contraditório?”. Foi há cerca de uma semana, antes de Dilma falar no assunto, em entrevista à TV Brasil. Bruno registrara que na Frente Brasil Popular e no PT discordava-se da ideia “com veemência”. Se Dilma abraçou tal lógica, Bruno não muda sua posição, e observa: “Quem tem legitimidade de voto pode estar querendo consultar a sociedade novamente”. E prossegue: “O retorno dela é o marco de restauração da regra democrática. Ela foi eleita e acho que há um Congresso que interditou o governo dela. Se ela sentir que as condições de governabilidade não se dão, ela pode propor”. Bruno só vê uma pessoa com legitimidade para propor isso, que é a própria Dilma. Mesmo assim, “foi um pouco surpresa”, reforça.

Bruno Ribeiro diz ter suas dúvidas ainda sobre tese do plebiscito

Coisas separadas
Com o nome cotado para concorrer à Prefeitura do Recife João a Paulo separa as coisas ao analisar a iniciativa de Dilma de propor um plebiscito. “Minha posição pessoal é uma coisa”, inicia. Na visão dele, “ela dá uma sinalização, que é permitir o resgate da democracia, colocou uma brecha”.

Pé atrás > João Paulo, no entanto, prefere não se aprofundar na hipótese de plebiscito. “A preliminar a ser vencida é a volta dela. Primeiro, se resolve preliminar. Depois se discute isso. Não vou discutir o que nem se concretizou”, diz com cautela.

Pré-requisito > Presidente estadual do PP, Eduardo da Fonte crava: “O PP vai acompanhar a decisão do governador Paulo Câmara em Jaboatão”. A posição dos progressistas tem peso, porque o deputado estadual Cleiton Collins está entre os principais cabos eleitorais daquela cidade.

Fechado > No Palácio das Princesas e no PSDB, há expectativa de que o cenário de Jaboatão esteja definido até a terça. Dia 15 é o prazo que o prefeito Elias Gomes tem dado para bater o martelo no nome que apoiará sua sucessão.

Plano B > Nos últimos dias, teria havido uma migração da tendência de apoio a Evandro Avelar e os nomes das secretárias Conceição Nascimento e Mirtes Cordeiro teriam voltado a ser considerados com mais força, porque haveria chance de Evandro vir a ocupar espaço na gestão estadual, na cota do governador.

Decidido > O Solidariedade bateu o martelo sobre o candidato majoritário da sigla, em Jaboatão. O escolhido foi Edmar de Oliveira. Havia dúvidas entre o nome dele e o do médico João Paiva. A decisão, segundo o presidente estadual da sigla, Augusto Coutinho, foi baseada em pesquisa interna.

Na linha > O presidente interino Michel Temer falou, por mais de uma vez, nos últimos dias, por telefone com Paulo Câmara: ligou para combinar a visita ao Estado e depois para desmarcar, em função de votação no Congresso.

Lembrete > No ato contra o presidente interino, Michel Temer, ontem, no Recife, a presidente estadual do PSOL, Albanise Pires, defendeu retorno de Dilma, mas advertiu que a petista precisa voltar “trazendo as pautas que a elegeram no 2º turno”.

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