sexta-feira, 13 de maio de 2016

Da coluna de Inaldo Sampaio


Postado  por Inaldo Sampaio


Coluna Fogo Cruzado – 13 de maio

Fernando Filho tornou-se ministro contra a vontade de Carlos Siqueira, do governador Paulo Câmara e do prefeito Geraldo Júlio

Pernambuco tem várias nulidades em sua bancada federal, mas tem igualmente parlamentares de valor, de que é prova a convocação de quatro deles para compor o ministério de Michel Temer: Mendonça Filho (Educação), Bruno Araújo (Cidades), Raul Jungmann (Defesa) e Fernando Filho (Minas e Energia). Nenhum outro estado da federação tem quatro deputados federais no primeiro escalão governamental- Isso é mais uma demonstração de que nossa bancada é diferenciada. Mendonça entrou na quota do DEM e Bruno Araújo do PSDB, dois dos partidos que mais lutaram pelo impeachment de Dilma. Jungmann não entrou na quota do PPS e sim do próprio Michel Temer pelo trânsito que tem com os militares, em que pese ser um ex-comunista. E Fernando Filho entrou na quota da ala do PSB que queria integrar o novo governo, atropelando o presidente Carlos Siqueira, o governador Paulo Câmara e o prefeito Geraldo Júlio.

Queimação – Às vésperas de ter seu nome confirmado para o Ministério das Cidades, o deputado Bruno Araújo (PSDB) teve um leve aborrecimento. A ala que não reza pela cartilha de Aécio Neves fez circular nos corredores da Câmara este elogio feito por ele ao deputado Eduardo Cunha. “Vossa Excelência é mais presidente hoje do que às vésperas da divulgação dessa lista (da Petrobras)”.

Cerco – Depois que expulsou o PSDB e o DEM do seu governo, e viu Fernando Filho virar ministro das Minas e Energia contra sua vontade, o governador Paulo Câmara vai conviver em Pernambuco pelos próximos dois anos com três “governos paralelos”: O próprio Fernandinho, Mendonça Filho e Bruno Araújo.

Efeito – A expulsão de democratas e tucanos do governo Paulo Câmara consolidou de vez as candidaturas de Priscila Krause (DEM) e Daniel Coelho (PSDB) à sucessão do prefeito Geraldo Júlio (PSB).

Sintonia – O secretário Sebastião Oliveira (transportes) gostou do nome de Maurício Quintella (PR-AL) no Ministério dos Transportes porque tem ótima relação com ele desde que era líder da bancada do PR.

Troca – De todas as trocas que Temer fez no ministério, a pior foi a realizada na pasta do Desenvolvimento e Comércio Exterior. Saiu Armando Monteiro, que é do ramo, e entrou o pastor Marcos Pereira (PRB).

Prejuízo – Além de ter perdido o apoio do PSDB, do DEM e de uma ala do PSB à sua reeleição, o prefeito Geraldo Júlio ainda está correndo o risco de perder também o PCdoB. O vice Luciano Siqueira gostaria de ficar na chapa, mas devido o apoio do seu partido a Dilma, isso ainda está sendo avaliado.

Frente – Depois que se sentiu obrigado a afastar o PSDB e o DEM do seu governo, Paulo Câmara (PSB) talvez se convença de que frentes políticas amplas demais não se sustentam. Prova disso ele terá em 2018 quando parte dos partidos que o apoiaram em 2014 deverão estar em outros palanques.

Suplência – Sexto suplente de deputado federal da Frente Popular, o ex-prefeito de Igarassu, Severino Ninho (PSB), vai assumir uma cadeira na Câmara Federal juntamente com o 7º Guilherme Coelho (PSDB) e o 8º Roberto Teixeira (PP). Quando passou por lá entre 2011 e 2014, Ninho foi responsável pelo projeto que extinguiu um dos privilégios dos parlamentares: o pagamento do 13º e do 14º salários.

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