Deputado reforçou a necessidade de pensar na composição coletiva de uma provável novo governo (Foto: Folha de Pernambuco)
No dia em que o PMDB formalizou a sua saída da base de apoio do Governo da presidente Dilma, o deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB) reforçou internamente junto às lideranças do partido a necessidade de se pensar na composição coletiva de um eventual governo Temer.
“Não pode definitivamente ser um governo do PMDB. Tem que se buscar um governo de coalização nacional. Um governo que reúna os quadros mais capacitados dos demais partidos, inclusive do PT. Se o PT não quiser participar, é outra coisa. Mas tem que haver um chamamento a todos”, avalia.
No entendimento de Jarbas, que é um dissidente histórico dentro do PMDB, o rompimento do partido consolida o andamento do processo de impeachment da presidente Dilma.
“Ela deve sair entre abril e começo de maio. E passando na Câmara, o Senado não segura, já que o processo vai chegar com muita força”.
Constrangimento
Na reunião que marcou o rompimento do PMDB com o Governo, Jarbas se disse constrangido de ter que sentar na mesma mesa que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, também presente na ocasião.
“Esse cidadão não tem a menor condição de presidir a Casa muito menos um processo de impeachment. Mas se os fatos caminharam pra isso, cuidemos de um para depois tiramos o outro. O tempo dele também já acabou. As denúncias contra ele só aumentam”, afirmou.
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