Postado por Magno Martins
Na mais nova operação de descoberta das malandragens do PT no poder, comandada pela operante e eficaz Polícia Federal, choveu dinheiro do céu, ontem, no Recife. Não sabia, entretanto, que o PT também operava milagres. Sabia que o partido carregava dinheiro roubado de nós, brasileiros, que pagamos impostos salgados com muito suor, debaixo da cueca.
Na oposição, que exerceu com muita competência, diga-se de passagem, o PT estufava o peito em nome da ética e da moralidade. Não roubar era a palavra de ordem. Inebriado pela inhaca do poder, o PT perdeu a virgindade no assalto aos cofres públicos. Começou com o mensalão, do capitão Dirceu. De lá para cá, o Brasil perdeu a conta dos escândalos instalados na era petista.
Se o caro leitor está assustado com a operação Lava Jato, que só da Petrobras a quadrilha desviou R$ 42 bilhões, o buraco da roubalheira é mais embaixo: uma CPI mista no Congresso investiga o desvio de R$ 25 bilhões de quatro fundos de pensão, que, juntos, movimentaram R$ 350 bilhões.
No BNDES, objeto de outra CPI, não existe uma estimativa do rombo para financiar projetos de governos autoritários no exterior, o que é ilegal. Mas fala-se que o valor seria seis vezes o que surrupiaram da Petrobras. O Ministério Público Federal pediu a prisão de mais de 60 suspeitos, a maioria do PT.
A Justiça Federal autorizou, ontem, a quebra dos sigilos bancário e fiscal da LFT Marketing Esportivo, empresa de Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e do ex-ministro e ex-chefe de gabinete de Lula Gilberto Carvalho. Os pedidos foram feitos pela Receita Federal e Ministério Público Federal que investigam o suposto envolvimento dos dois em esquema de compra de medidas provisórias editadas nos governos Lula e Dilma Rousseff no âmbito da Operação Zelotes.
A empresa de Luís Claudio recebeu R$ 2,5 milhões do escritório de consultoria Marcondes & Mautoni, o mesmo contratado por montadoras de veículos para fazer lobby pela edição das normas que estenderam benefícios fiscais que as beneficiaram. O esquema de compra de MPs e o pagamento ao filho de Lula foi revelado em série de reportagens publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Por falar em Lulinha, a família do ex-presidente Lula, por onde a lambança começou, teria um patrimônio de mais de R$ 700 milhões em imóveis, participações acionárias em empresas, além de investimentos em títulos públicos brasileiros e papéis do tesouro de países europeus, principalmente da França, em cujos bancos os Silva teriam três caixas de segurança para depósitos.
Exemplos de roubalheira não caberiam aqui na era petista. O Brasil precisa urgentemente se livrar desta quadrilha. Não foi para isso que o povo deu carta branca ao PT. Foi, pelo contrário, para construir um País decente, que pudéssemos nos orgulhar. Infelizmente, o PT no poder é a tradução da maior fraude da história republicana.
RASTREAMENTO – Levado, ontem, para prestar depoimento na Polícia Federal, o diretor da Hemobrás, Mozart Sales, foi afastado do cargo por suspeita de envolvimento com organização criminosa especializada em direcionar licitações e desviar recursos públicos. Segundo reportagem do Estadão, rastreamento na conta da mulher de Mozart, Jurema, indica, segundo a PF, que ela movimentou R$ 1,6 milhão em 2014 – quantia considerada atípica pelos investigadores, porque ela recebe vencimentos de R$ 8 mil.
Os padrinhos–
Descontrole geral – O líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho, fez um desabafo, ontem, pelas redes sociais. “Dilma está afundando nossa economia, o desemprego está em alta, juros na estratosfera, dívida pública descontrolada e o Governo não faz nada para mudar o quadro. Quem sofre é a população, que a cada novo dia sente a perda do poder de compra do salário". Mendonça tem se revelado numa das principais vozes de oposição na defesa do afastamento da presidente.
Pena menor– O juiz Sérgio Moro corrigiu, ontem, a sentença do processo em que condenou o ex-deputado Pedro Corrêa. A mudança reduziu em quatro meses a pena, que agora é de 20 anos, três meses e dez dias de reclusão. A alteração foi feita após o Ministério Público Federal alertar o juiz de que ele havia errado o cálculo da pena relativa aos crimes de lavagem de dinheiro cometidos por Pedro Corrêa. “Aqui lamentável erro aritmético por lapso decorrente do excesso de trabalho”, reconheceu Sérgio Moro.
O exemplo que vem do Pajeú –
CURTAS
TRANSPARÊNCIA– O Ministério Público Federal informou que dos 185 municípios avaliados no Estado, 20 obtiveram nota acima de sete e trinta ficaram com nota zero por não atenderem, segundo a assessoria, as exigências da lei. Entre os que não pontuaram estão Bezerros, Jaboatão dos Guararapes, Itamaracá e Abreu e Lima. Nenhum município obteve nota dez.
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