Câmara começa 2016 um pouco mais solto
Postado por Inaldo Sampaio
Coluna Fogo Cruzado – 30 de dezembro
O governador Paulo Câmara está cada vez mais liberto da sombra de Eduardo Campos
É visível a desenvoltura do governador Paulo Câmara no encerramento do primeiro ano do seu mandato. Ele está mais solto e cada vez mais liberto da sombra de Eduardo Campos. Trata as questões econômicas com segurança, e se não faz o mesmo com as questões políticas, tenta ser pelo menos um aluno aplicado. Foi graças à sua resistência, inclusive, que a direção nacional do PSB não abraçou a tese do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Câmara ponderou que pode ser cômodo para os deputados federais defenderem o impedimento da presidente, mas para um governador são outros quinhentos. Pernambuco ainda é muito dependente do poder central e um rompimento com o Palácio do Planalto poderia ter conseqüências imprevisíveis. O PSB compreendeu sua posição e tirou da pauta, pelo menos por enquanto, eventual ruptura com a presidente, que sempre tratou o governador pernambucano com grande deferência
Projeto de poder
O deputado Odacy Amorim (PT) voltou a admitir a possibilidade de disputar a prefeitura de Petrolina no próximo ano. Trata-se de uma ótima notícia para o prefeito Júlio Lossio (PMDB), que está assistindo de camarote à divisão das oposições. Enquanto o bloco do prefeito está unido, as oposições deverão lançar pelo menos três candidatos: o próprio Odacy, o deputado estadual Miguel Coelho (PSB) e o deputado federal Adalberto Cavalcanti (PTB).
Divisão – Não será fácil para o presidente regional do PSB, Sileno Guedes, juntar em Carpina o prefeito Carlinhos do Moinho (PSB) e o deputado estadual Manoel Botafogo (PDT). Ambos estão na Frente Popular mas a possibilidade de se entenderem é zero. Até porque o projeto político de Botafogo é reconquistar a prefeitura que esteve sob seu comando durante 8 anos.
Reunião – Os governadores já marcaram uma nova reunião com o ministro Nélson Barbosa (Fazenda) para 1º de fevereiro a fim de discutir a mesma pauta de fevereiro de 2015.
Prisão – O desejo do deputado Sílvio Costa (PTdoB) em 2016 não é assistir à queda de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara Federal, e sim vê-lo preso em Curitiba.
Teoria – Pernambuco tem vários defensores do parlamentarismo, mas só na teoria. Na prática, o prefeito de Jaboatão, Elias Gomes (PSDB), nada pode fazer para extinguir o presidencialismo.
Controle – Não está nos planos do deputado Rodrigo Novaes, do PSD, disputar a prefeitura de Floresta em 2016. Pesquisa recente feita no município revela que o parlamentar tem 60% de intenções de voto, mas não quer. Seu projeto é fazer um acordo com a prefeita Rorró Maniçoba (PSB) para continuarem com o controle da prefeitura.
Fica – O prefeito Geraldo Júlio (PSB) não pretende desalojar o PCdoB da vaga de vice nas eleições do próximo ano. O vice Luciano Siqueira ficará na chapa, mesmo sendo contrário ao impeachment de Dilma, enquanto o prefeito é a favor. Os dois aprenderam a conviver democraticamente nas divergências e nenhum reclama do outro.
A volta – O cirurgião do HR, Pedro Alves, recebeu convite do PSB para ser o candidato do partido à prefeitura de Iguaracy no próximo ano. Ele já governou o município entre 1993 e 1996. Agora, está tentando formar uma grande frente para tentar impedir a reeleição do prefeito Francisco Dessoles (PR). O prefeito era aliado do deputado Ricardo Costa (PMDB), mas depois rompeu. Rolou promessa de apoio que depois não se confirmou.
Travessia – O vice Jorge Gomes não decidiu ainda trocar o PSB pelo PDT para ser o candidato do prefeito José Queiroz (PDT) à sucessão municipal.Tem uma ligação histórica com o partido, desde os tempos de Miguel Arraes, e isso dificulta a travessia. O prefeito já sinalizou diversas que o quer como candidato, mas o vice permanece na indecisão. O seu “plano b” continua sendo o senador Douglas Cintra (PTB), com quem tem uma relação fraterna.
Coluna Fogo Cruzado – 30 de dezembro
O governador Paulo Câmara está cada vez mais liberto da sombra de Eduardo Campos
É visível a desenvoltura do governador Paulo Câmara no encerramento do primeiro ano do seu mandato. Ele está mais solto e cada vez mais liberto da sombra de Eduardo Campos. Trata as questões econômicas com segurança, e se não faz o mesmo com as questões políticas, tenta ser pelo menos um aluno aplicado. Foi graças à sua resistência, inclusive, que a direção nacional do PSB não abraçou a tese do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Câmara ponderou que pode ser cômodo para os deputados federais defenderem o impedimento da presidente, mas para um governador são outros quinhentos. Pernambuco ainda é muito dependente do poder central e um rompimento com o Palácio do Planalto poderia ter conseqüências imprevisíveis. O PSB compreendeu sua posição e tirou da pauta, pelo menos por enquanto, eventual ruptura com a presidente, que sempre tratou o governador pernambucano com grande deferência
Projeto de poder
O deputado Odacy Amorim (PT) voltou a admitir a possibilidade de disputar a prefeitura de Petrolina no próximo ano. Trata-se de uma ótima notícia para o prefeito Júlio Lossio (PMDB), que está assistindo de camarote à divisão das oposições. Enquanto o bloco do prefeito está unido, as oposições deverão lançar pelo menos três candidatos: o próprio Odacy, o deputado estadual Miguel Coelho (PSB) e o deputado federal Adalberto Cavalcanti (PTB).
Divisão – Não será fácil para o presidente regional do PSB, Sileno Guedes, juntar em Carpina o prefeito Carlinhos do Moinho (PSB) e o deputado estadual Manoel Botafogo (PDT). Ambos estão na Frente Popular mas a possibilidade de se entenderem é zero. Até porque o projeto político de Botafogo é reconquistar a prefeitura que esteve sob seu comando durante 8 anos.
Reunião – Os governadores já marcaram uma nova reunião com o ministro Nélson Barbosa (Fazenda) para 1º de fevereiro a fim de discutir a mesma pauta de fevereiro de 2015.
Prisão – O desejo do deputado Sílvio Costa (PTdoB) em 2016 não é assistir à queda de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara Federal, e sim vê-lo preso em Curitiba.
Teoria – Pernambuco tem vários defensores do parlamentarismo, mas só na teoria. Na prática, o prefeito de Jaboatão, Elias Gomes (PSDB), nada pode fazer para extinguir o presidencialismo.
Controle – Não está nos planos do deputado Rodrigo Novaes, do PSD, disputar a prefeitura de Floresta em 2016. Pesquisa recente feita no município revela que o parlamentar tem 60% de intenções de voto, mas não quer. Seu projeto é fazer um acordo com a prefeita Rorró Maniçoba (PSB) para continuarem com o controle da prefeitura.
Fica – O prefeito Geraldo Júlio (PSB) não pretende desalojar o PCdoB da vaga de vice nas eleições do próximo ano. O vice Luciano Siqueira ficará na chapa, mesmo sendo contrário ao impeachment de Dilma, enquanto o prefeito é a favor. Os dois aprenderam a conviver democraticamente nas divergências e nenhum reclama do outro.
A volta – O cirurgião do HR, Pedro Alves, recebeu convite do PSB para ser o candidato do partido à prefeitura de Iguaracy no próximo ano. Ele já governou o município entre 1993 e 1996. Agora, está tentando formar uma grande frente para tentar impedir a reeleição do prefeito Francisco Dessoles (PR). O prefeito era aliado do deputado Ricardo Costa (PMDB), mas depois rompeu. Rolou promessa de apoio que depois não se confirmou.
Travessia – O vice Jorge Gomes não decidiu ainda trocar o PSB pelo PDT para ser o candidato do prefeito José Queiroz (PDT) à sucessão municipal.Tem uma ligação histórica com o partido, desde os tempos de Miguel Arraes, e isso dificulta a travessia. O prefeito já sinalizou diversas que o quer como candidato, mas o vice permanece na indecisão. O seu “plano b” continua sendo o senador Douglas Cintra (PTB), com quem tem uma relação fraterna.
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