
Maciel faz falta ao DEM e ao Brasil
Postado por Inaldo Sampaio
Coluna Fogo Cruzado –
Após 44 anos de vida pública, Marco Maciel despediu-se da política em 2011 com as mãos limpas
Por respeito à personagem e um pouco de cautela para tratar do assunto, a imprensa pernambucana ignorou durante vários meses o estado de saúde do ex-senador Marco Maciel, um dos maiores políticos que o Estado já produziu e também um dos mais éticos e mais corretos. Foi preciso que o jornal “O Globo”, em sua edição do último domingo, produzisse extensa matéria sobre o ex-senador pernambucano, que padece do Mal de Alzheimer e se transferiu para Brasília para ficar junto dos filhos. Ele sempre teve uma saúde chamada “de ferro”, mas após o insucesso eleitoral de 2010, quando tentou a reeleição para o Senado e não conseguiu, mergulhou em profunda depressão, que posteriormente evoluiu para o Alzheimer. Nunca exerceu outra atividade que não a política, da qual se despediu com 2011, após 44 anos de vida pública, com as mãos limpas. Por isso está fazendo falta não apenas ao DEM, mas ao Brasil.
A segurança do prefeito
O prefeito Geraldo Júlio (PSB), em que pese a crise que aflige os municípios, marcou para 17 de janeiro a inauguração da segunda etapa da Via Mangue e para o final do mês de março o início do funcionamento do Hospital da Mulher. Das duas uma: ou as finanças do Recife estão em ordem ou o Bird já sinalizou que vai liberar o empréstimo de US$ 220 milhões solicitado pela PCR, ainda no ano de 2016. Se atropelar esse calendário, as oposições o crucificarão.
Graça – Daniel Coelho disse a esta “Folha” que o PSDB terá candidato próprio à prefeitura do Recife em 2016, ainda que não seja ele. A confirmar-se essa afirmação, será inusitado o parlamentar pedindo votos para ele e os ex-deputados Terezinha Nunes e Pedro Eurico, além do ex-presidente estadual da legenda, Evandro Avelar, apoiando a reeleição do atual prefeito.
Ânimo – Mesmo sabendo que a prefeitura de Sertânia está quebrada, o deputado Ângelo Ferreira (PSB) está se animando para disputar a sucessão do prefeito Guga Lins (PSDB).
Líder – Em situação normal, o DEM não tiraria Mendonça Filho (PE) da liderança da bancada na Câmara Federal, mas Pauderley Avelino (AM) quer a vaga em nome do sistema de rodízio.
Caos – O médico e prefeito de Pesqueira, Evandro Avelar (PSB), avalia como “caótica” a situação da saúde pública no Brasil porque a tabela do SUS está congelada há 12 anos.
Até tu? – Cria política de Eduardo Campos, o governador Rodrigo Rollemberg (DF) foi quem articulou a reunião de ontem de gestores públicos estaduais com o ministro Nélson Barbosa (Planejamento). Se até Brasília está quebrada, apesar de a folha de seus funcionários ser bancada pela União, que dirá Sergipe, que parcelou o 13º em seis parcelas.
Crise – Do prefeito de Itapetim, Arquimedes Machado (PSB), sobre o reajuste do salário mínimo, a partir de janeiro, para R$ 871,00: “Se as prefeituras não estão conseguindo pagar o salário atual, que dirá quando ele for reajustado junto com o piso nacional dos professores! Muitas vão quebrar porque não se pode tirar de onde não se tem”.
Muro – Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB, desistiu de reunir a direção nacional para uma tomada de posição sobre o impeachment de Dilma. Chegou à conclusão de que é melhor para o partido não enfrentar esse debate, sob pena de implosão: os três governadores e cinco dos seis senadores contra o impeachment e 29 dos 36 deputados federais declaradamente a favor. O “muro”, portanto, na atual conjuntura, seria a solução menos ruim.
Exceção – Daniel Coelho concorda com o senador Aécio Neves sobre a participação do PSDB num eventual governo Michel Temer (PMDB): é contra. No entanto, se o vice assumir a Presidência da República, o PSDB terá que fazer parte do governo, como disse no Recife, há duas semanas, o senador José Serra. Quando Itamar sucedeu Collor em 92, o PT rejeitou convite para participar do ministério. Luíza Erundina se licenciou e foi.
Coluna Fogo Cruzado –
Após 44 anos de vida pública, Marco Maciel despediu-se da política em 2011 com as mãos limpas
Por respeito à personagem e um pouco de cautela para tratar do assunto, a imprensa pernambucana ignorou durante vários meses o estado de saúde do ex-senador Marco Maciel, um dos maiores políticos que o Estado já produziu e também um dos mais éticos e mais corretos. Foi preciso que o jornal “O Globo”, em sua edição do último domingo, produzisse extensa matéria sobre o ex-senador pernambucano, que padece do Mal de Alzheimer e se transferiu para Brasília para ficar junto dos filhos. Ele sempre teve uma saúde chamada “de ferro”, mas após o insucesso eleitoral de 2010, quando tentou a reeleição para o Senado e não conseguiu, mergulhou em profunda depressão, que posteriormente evoluiu para o Alzheimer. Nunca exerceu outra atividade que não a política, da qual se despediu com 2011, após 44 anos de vida pública, com as mãos limpas. Por isso está fazendo falta não apenas ao DEM, mas ao Brasil.
A segurança do prefeito
O prefeito Geraldo Júlio (PSB), em que pese a crise que aflige os municípios, marcou para 17 de janeiro a inauguração da segunda etapa da Via Mangue e para o final do mês de março o início do funcionamento do Hospital da Mulher. Das duas uma: ou as finanças do Recife estão em ordem ou o Bird já sinalizou que vai liberar o empréstimo de US$ 220 milhões solicitado pela PCR, ainda no ano de 2016. Se atropelar esse calendário, as oposições o crucificarão.
Graça – Daniel Coelho disse a esta “Folha” que o PSDB terá candidato próprio à prefeitura do Recife em 2016, ainda que não seja ele. A confirmar-se essa afirmação, será inusitado o parlamentar pedindo votos para ele e os ex-deputados Terezinha Nunes e Pedro Eurico, além do ex-presidente estadual da legenda, Evandro Avelar, apoiando a reeleição do atual prefeito.
Ânimo – Mesmo sabendo que a prefeitura de Sertânia está quebrada, o deputado Ângelo Ferreira (PSB) está se animando para disputar a sucessão do prefeito Guga Lins (PSDB).
Líder – Em situação normal, o DEM não tiraria Mendonça Filho (PE) da liderança da bancada na Câmara Federal, mas Pauderley Avelino (AM) quer a vaga em nome do sistema de rodízio.
Caos – O médico e prefeito de Pesqueira, Evandro Avelar (PSB), avalia como “caótica” a situação da saúde pública no Brasil porque a tabela do SUS está congelada há 12 anos.
Até tu? – Cria política de Eduardo Campos, o governador Rodrigo Rollemberg (DF) foi quem articulou a reunião de ontem de gestores públicos estaduais com o ministro Nélson Barbosa (Planejamento). Se até Brasília está quebrada, apesar de a folha de seus funcionários ser bancada pela União, que dirá Sergipe, que parcelou o 13º em seis parcelas.
Crise – Do prefeito de Itapetim, Arquimedes Machado (PSB), sobre o reajuste do salário mínimo, a partir de janeiro, para R$ 871,00: “Se as prefeituras não estão conseguindo pagar o salário atual, que dirá quando ele for reajustado junto com o piso nacional dos professores! Muitas vão quebrar porque não se pode tirar de onde não se tem”.
Muro – Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB, desistiu de reunir a direção nacional para uma tomada de posição sobre o impeachment de Dilma. Chegou à conclusão de que é melhor para o partido não enfrentar esse debate, sob pena de implosão: os três governadores e cinco dos seis senadores contra o impeachment e 29 dos 36 deputados federais declaradamente a favor. O “muro”, portanto, na atual conjuntura, seria a solução menos ruim.
Exceção – Daniel Coelho concorda com o senador Aécio Neves sobre a participação do PSDB num eventual governo Michel Temer (PMDB): é contra. No entanto, se o vice assumir a Presidência da República, o PSDB terá que fazer parte do governo, como disse no Recife, há duas semanas, o senador José Serra. Quando Itamar sucedeu Collor em 92, o PT rejeitou convite para participar do ministério. Luíza Erundina se licenciou e foi.
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