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Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política
Presidente do PSB paulista e vice-governador de São Paulo, Márcio França guarda uma recordação: “Geraldo Alckmin foi muito correto nos momentos mais difíceis, após o acidente de Eduardo Campos. Todo mundo no PSB tem muita admiração por ele”. O dirigente lembra ainda da “paciência” que teve Alckmin com Marina Silva, durante a campanha presidencial, quando ela não aceitava a aliança do PSB com o PSDB e negou-se a subir no palanque do paulista. “Alckmin foi sempre muito gentil com Eduardo, querendo ajudá-lo”, relata e adiciona Miguel Arraes nessa relação. “Alckmin era muito ligado ao (Mário) Covas, que teve muita relação com Arraes”. A esse pacote, acrescente-se a presença de Márcio na vice de Alckmin. Existe resistência, no PSB, a ter Alckmin como candidato ao Planalto? “Talvez tenha, mas muito pequena”, devolve Márcio à coluna, fazendo a seguinte observação: “Ninguém vai abrir mão do Governo de São Paulo”. Em outras palavras, Márcio considera que as especulações sobre possível travessia de Alckmin para o PSB tem várias razões para existir.
Márcio França afirma não haver nada de concreto sobre o ingresso de Alckmin no PSB, mas vê razões que justificam a especulação
Visão de fora do PSDB
“No Congresso Nacional, você percebe que, fora do PSDB, tem muita gente que é Alckmin numa proporção maior que no PSDB”, segue analisando Márcio França. Realça que, no momento de instabilidade, altos e baixos no Congresso Nacional, “a figura política nacional com mais estabilidade é ele”. Alckmin é governador de São Paulo pela quarta vez.
Curinga - “Não temos, nacionalmente, um nome ainda consolidado. Eduardo foi uma construção que fizemos ao longo dos anos. Ele tinha 6%, 7%. Nunca chegou a 12%,14%. Alckmin, hoje, em São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Sul, Sudeste, Centro-Oeste, sem contar Minas, é favorito”, diz Márcio.
Jeitão - Márcio observa que, no PSDB, algumas pessoas acham Alckmin “meio caipira, provinciano”. E complementa: “Para algumas pessoas, isso é defeito. Para as pessoas mais simples, é qualidade”.
Bomba - A possível travessia de Geraldo Alckmin para o PSB cairia como uma “hecatombe”, nas palavras de França. Mudaria o xadrez eleitoral em estados e municípios.
Mapa - Hoje, o PSB e o PSDB mantêm alianças e projetos de alianças em Estados e municípios. No Recife, por exemplo, a conversa do prefeito Geraldo Julio vem se dando com Aécio Neves.
Por Renata Bezerra de Melo
Da Coluna Folha Política
Presidente do PSB paulista e vice-governador de São Paulo, Márcio França guarda uma recordação: “Geraldo Alckmin foi muito correto nos momentos mais difíceis, após o acidente de Eduardo Campos. Todo mundo no PSB tem muita admiração por ele”. O dirigente lembra ainda da “paciência” que teve Alckmin com Marina Silva, durante a campanha presidencial, quando ela não aceitava a aliança do PSB com o PSDB e negou-se a subir no palanque do paulista. “Alckmin foi sempre muito gentil com Eduardo, querendo ajudá-lo”, relata e adiciona Miguel Arraes nessa relação. “Alckmin era muito ligado ao (Mário) Covas, que teve muita relação com Arraes”. A esse pacote, acrescente-se a presença de Márcio na vice de Alckmin. Existe resistência, no PSB, a ter Alckmin como candidato ao Planalto? “Talvez tenha, mas muito pequena”, devolve Márcio à coluna, fazendo a seguinte observação: “Ninguém vai abrir mão do Governo de São Paulo”. Em outras palavras, Márcio considera que as especulações sobre possível travessia de Alckmin para o PSB tem várias razões para existir.
Márcio França afirma não haver nada de concreto sobre o ingresso de Alckmin no PSB, mas vê razões que justificam a especulação
Visão de fora do PSDB
“No Congresso Nacional, você percebe que, fora do PSDB, tem muita gente que é Alckmin numa proporção maior que no PSDB”, segue analisando Márcio França. Realça que, no momento de instabilidade, altos e baixos no Congresso Nacional, “a figura política nacional com mais estabilidade é ele”. Alckmin é governador de São Paulo pela quarta vez.
Curinga - “Não temos, nacionalmente, um nome ainda consolidado. Eduardo foi uma construção que fizemos ao longo dos anos. Ele tinha 6%, 7%. Nunca chegou a 12%,14%. Alckmin, hoje, em São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Sul, Sudeste, Centro-Oeste, sem contar Minas, é favorito”, diz Márcio.
Jeitão - Márcio observa que, no PSDB, algumas pessoas acham Alckmin “meio caipira, provinciano”. E complementa: “Para algumas pessoas, isso é defeito. Para as pessoas mais simples, é qualidade”.
Bomba - A possível travessia de Geraldo Alckmin para o PSB cairia como uma “hecatombe”, nas palavras de França. Mudaria o xadrez eleitoral em estados e municípios.
Mapa - Hoje, o PSB e o PSDB mantêm alianças e projetos de alianças em Estados e municípios. No Recife, por exemplo, a conversa do prefeito Geraldo Julio vem se dando com Aécio Neves.
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