Coluna da segunda-feira
Postado por Magno Martins
Postado por Magno Martins
Meu quinto livro
Muita gente tem me perguntado sobre a temática de Perto do Coração, meu quinto livro, que lanço, hoje, pela Editora Carpe Diem, às 19 horas, na Livraria Cultura, do Riomar, no Recife. Entendo perfeitamente a razão: meus leitores, que são poucos, só me associam ao mundo e ao gênero da política.
Também não é para menos nem para se assustar: são 35 anos de carreira mergulhados nos bastidores da cena política, dos quais 15 em Brasília. Mas Perto do Coração, 245 páginas, com prefácio de José Nivaldo Júnior, da Academia Pernambucana de Letras, abre, para mim, um novo paradigma profissional.
Não tem uma só linha política. Chega, na verdade, para mostrar a outra face de um repórter perdigueiro da política: a literária. É uma volta ao passado dos grotões do meu Sertão. Minha Itabira drumnoniana, a 386 km do Recife, tem um nome bastante esquisito: Afogados da Ingazeira. Mas é uma das minhas grandes paixões.
A histórias que me inspiraram a oferecer ao leitor uma coletânea de crônicas sobre reminiscências vêm de lá, nascem à beira do lendário Rio Pajeú, de trovas e trovadores. Cresci ouvindo Rogaciano Leite: “Senhores críticos, basta! Deixai-me passar sem pejo/ Que o trovador sertanejo/ Vem seu “pinho” dedilhar... / Eu sou da terra onde as almas/ São todas de cantadores/ Sou do Pajeú das Flores/ Tenho razão de cantar!”
Até que gostaria que o lirismo que corre nas páginas do meu livro tivesse a rima dos lampejos de Lourival Batista, o Louro do Pajeú, ou a maestria de Cancão, múltiplo e universal. Mas certamente brota da mesma semente, do mesmo cenário de vidas secas. Vem do canto do Sabiá, do mistério da noite silenciosa do sertão, da claridão de uma lua flutuando no céu, despida, sem véu.
Perto do Coração é o meu reencontro tardio, mas apaixonante, com cheiro de terra molhada, o aboio do vaqueiro, gente que sofre e padece, as entranhas da poeira, enfim, com Vida e morte Severina, e por que também não dizer com Caboclo sonhador? O livro pode ser interpretado ainda e, principalmente, como uma grande homenagem aos meus pais, permanentes fontes de inspiração no dia a dia.
Cresci ouvindo estórias do meu pai Gastão Cerquinha que me angustiavam, mas, ao mesmo tempo, foram servindo de referências imprescindíveis. Com ele, hoje aos 93 anos, aprendi que o bom da vida é ser e não parecer, regar os sonhos, viver para servir. Espero compartilhar, hoje, este trabalho com amigos, leitores e ouvintes do meu programa Frente a Frente. Até logo mais!
Pegou mal –
Muita gente tem me perguntado sobre a temática de Perto do Coração, meu quinto livro, que lanço, hoje, pela Editora Carpe Diem, às 19 horas, na Livraria Cultura, do Riomar, no Recife. Entendo perfeitamente a razão: meus leitores, que são poucos, só me associam ao mundo e ao gênero da política.
Também não é para menos nem para se assustar: são 35 anos de carreira mergulhados nos bastidores da cena política, dos quais 15 em Brasília. Mas Perto do Coração, 245 páginas, com prefácio de José Nivaldo Júnior, da Academia Pernambucana de Letras, abre, para mim, um novo paradigma profissional.
Não tem uma só linha política. Chega, na verdade, para mostrar a outra face de um repórter perdigueiro da política: a literária. É uma volta ao passado dos grotões do meu Sertão. Minha Itabira drumnoniana, a 386 km do Recife, tem um nome bastante esquisito: Afogados da Ingazeira. Mas é uma das minhas grandes paixões.
A histórias que me inspiraram a oferecer ao leitor uma coletânea de crônicas sobre reminiscências vêm de lá, nascem à beira do lendário Rio Pajeú, de trovas e trovadores. Cresci ouvindo Rogaciano Leite: “Senhores críticos, basta! Deixai-me passar sem pejo/ Que o trovador sertanejo/ Vem seu “pinho” dedilhar... / Eu sou da terra onde as almas/ São todas de cantadores/ Sou do Pajeú das Flores/ Tenho razão de cantar!”
Até que gostaria que o lirismo que corre nas páginas do meu livro tivesse a rima dos lampejos de Lourival Batista, o Louro do Pajeú, ou a maestria de Cancão, múltiplo e universal. Mas certamente brota da mesma semente, do mesmo cenário de vidas secas. Vem do canto do Sabiá, do mistério da noite silenciosa do sertão, da claridão de uma lua flutuando no céu, despida, sem véu.
Perto do Coração é o meu reencontro tardio, mas apaixonante, com cheiro de terra molhada, o aboio do vaqueiro, gente que sofre e padece, as entranhas da poeira, enfim, com Vida e morte Severina, e por que também não dizer com Caboclo sonhador? O livro pode ser interpretado ainda e, principalmente, como uma grande homenagem aos meus pais, permanentes fontes de inspiração no dia a dia.
Cresci ouvindo estórias do meu pai Gastão Cerquinha que me angustiavam, mas, ao mesmo tempo, foram servindo de referências imprescindíveis. Com ele, hoje aos 93 anos, aprendi que o bom da vida é ser e não parecer, regar os sonhos, viver para servir. Espero compartilhar, hoje, este trabalho com amigos, leitores e ouvintes do meu programa Frente a Frente. Até logo mais!
Pegou mal –
Nem um pio– O prefeito Geraldo Júlio não quis comentar o episódio, mas afirmou que só trata de eleição no Recife em 2016. “Agora, minha prioridade é cuidar do Recife”, disse, adiantando que, num cenário de crise, tem procurado novas parcerias para construir obras e consolidar projetos em andamento. O prefeito deve ir a São Paulo esta semana para audiência com empresários interessados em investir na capital.
Olho na crise– Marcada inicialmente para a última sexta-feira, mas adiada por causa da passagem da presidente Dilma pelo Estado, a reunião do governador Paulo Câmara com o seu secretariado acontece, hoje, ao longo de todo o dia, no Palácio do Campo das Princesas. Na pauta, alternativas para superar os três meses que vêm pela frente, os piores da crise que se abate no País.
Influência parlamentar–
CURTAS
PERSEGUIÇÃO– Desde que a Procuradoria-Geral da República ofereceu ao Supremo Tribunal Federal denúncia contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ele tem evitado ataques mais fortes ao Governo, mas insistido que é inocente e que há perseguição política contra ele. Nas manifestações sobre o caso, ele diz que foi "escolhido para ser denunciado" e que as palavras "renúncia" e "covardia" não estão em seu dicionário.
ESTADOS– Para o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, foi acertada a decisão da presidente Dilma Rousseff de voltar a usar os bancos públicos para estimular a atividade. Ele afirma que "o País não pode parar". Levy também diz que o Governo começa a destravar as operações de crédito para os estados.
Perguntar não ofende: Renan Calheiros vai ser salvo no acordão?
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