Publicado por Alex Ribeiro
Senador tucano criticou modelo de escolha dos candidatos da oposição (Foto: Reprodução/Internet)
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) confessou, nesta sexta-feira (15), durante entrevista à Rádio Folha FM 96,7, que o Senado deve aprovar as Medidas Provisórias n º 664 e 665 que tratam sobre o ajuste fiscal. As propostas, que tratam sobre as novas regras para acesso a benefícios previdenciários, como o seguro desemprego e auxílio doença, já tinham passado pela Câmara.
“Com toda sinceridade, o governo tem mais facilidades no Senado do que na Câmara. Até porque essas MPs chegam no último momento, no prazo fatal, e fica difícil fazer alterações. O pretexto de não voltar a Câmara acaba impedindo alterações”, disse o parlamentar.
Mesmo com a provável aprovação, Dias relatou que a oposição não vai deixar de criticar algumas propostas que constam nas MPs.
“Nós vamos fazer o papel do jeito que fizermos. Principalmente porque o governo não está fazendo sua parte. Está sacrificando a sociedade no momento difícil da economia nacional. O governo não faz reforma alguma com relação à despesa de custeios, tamanho da máquina. Por essa razão não podemos admitir que se faça essa reforma fiscal só com o sacrifício da população”, criticou.
Apesar de fazer parte da bancada oposicionista, o tucano criticou o uso político que estão fazendo sobre a escolha de Luiz Fachin para o Supremo Tribunal Federal.
“O STF é um instituição independente e deve ser vista como tal. E nesse momento devemos ter o dever de apoiar alguém. A presidente Dilma demorou nove meses, mas a dificuldade da escolha fez com que ela escolhesse o melhor”, defendeu o senador.
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