Postado por Inaldo Sampaio
Só depois que os 19 deputados do PDT votaram, unidos, contra as duas Medidas Provisórias do ajuste fiscal é que o governo se deu conta de que, em pelo menos 20 estados, incluindo Pernambuco, o partido está distante do PT.
Nas últimas eleições, o PDT, oficialmente, aliou-se ao PTB e ao PT para apoiar a candidatura do senador Armando Monteiro (PTB) ao Governo do Estado. Mas seu principal líder em Pernambuco, José Queiroz, prefeito de Caruaru, apoiou Paulo Câmara (PSB) que ganhou a eleição.
Os pedetistas alegaram que não tinham “condições políticas” de votar a favor da supressão de direitos dos trabalhadores e foram entendidos pelo ministro Manoel Dias (Trabalho) que representa o partido no governo Dilma.
Nos dois estados governados pelo PDT e nos cinco administrados pelo PT, a aliança dos dois partidos só está sólida no Acre, governado por Tião Viana (PT).
No Amapá e em Mato Grosso, governados pelos pedetistas Waldez Góes e Pedro Taques, respectivamente, os petistas estão na oposição.
Nos Estados sob comando do PT, a aliança está arranhada na Bahia (Rui Costa), no Ceará (Camilo Santana) e no Piauí (Wellington Dias).
Em Minas Gerais (Fernando Pimentel) o PDT reza pela cartilha do senador Aécio Neves (PSDB) e por isso se declara “independente”.
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