A Camargo Corrêa pagou pouco mais de R$ 100 milhões em propinas para tocar trechos da usina. A grana foi dividida entre PT e PMDB
Ricardo Noblat
Saudades do mensalão!
Movimentou valores pequenos se comparados com os que foram desviados das negociatas com a Petrobras. E foi um escândalo que se limitou às fronteiras do Congresso e dos partidos.
O da Petrobras, não. Primeiro pelos bilionários valores que estiveram em jogo. Segundo porque não se limitou a envolver a empresa, as empreiteiras, partidos e políticos. Longe disso.
O avanço das investigações da Operação Lava-Jatos, comandada pelo juiz Sérgio Moro, reforça a cada dia que passa a certeza de que a corrupção disseminou-se por todo o aparelho do Estado.
O PT dirá que a corrupção é uma senhora que nunca vai embora. Mas nos últimos 12 anos, ela foi uma senhora que engordou alimentada pelo projeto do partido de não se afastar do poder.
Dalton Avancini, presidente da Camargo Corrêa, confessou à Justiça que sua empresa pagou propina para executar obras na Ferrovia Norte-Sul, iniciada em 1987 ainda durante o governo Sarney.
Quando concluída, ela terá 4.155 km, e cortará os estados do Pará, Maranhão, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
As principais empreiteiras do país formaram um cartel para operar as obras da ferrovia. E ali também houve superfaturamento de obras com a reserva de dinheiro a ser doado legalmente aos partidos.
Petrobras, Ferrovia Norte-Sul... E o que mais? A usina de Belo Monte, por exemplo, no Sul do Pará, uma obra orçada em R$ 19 bilhões. Ali funcionou o mesmo tipo de esquema.
A Camargo Corrêa pagou pouco mais de R$ 100 milhões em propinas para tocar trechos da usina. A grana foi dividida entre PT e PMDB. Cada um embolsou 1% do valor dos contratos da Camargo.
Por mais tentador que seja, e também compreensível, a Lava-Jato corre o risco de perder o foco se tentar abarcar todos os casos de corrupção que estão surgindo no rastro do escândalo da Petrobras.
O juiz Moro sabe disso. Ele é um estudioso de operações contra a corrupção levadas a efeito em países como a Itália e a França. E essa é a principal lição que ela ensina: restringir o foco. Concentrá-lo.

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Evandro Silva
A Petrobrás obteve um empréstimo de US$ 3,5 bilhões da China.Mecanismo similar ao utilizado na URSS, seus dirigentes dilapidaram o patrimônio das estatais e as compraram na abertura capitalista se apropriando do patrimônio da sociedade, o mesmo está ocorrendo , a Petrobrás chegou a ser cotada a cerca de U$ 28,00 dólares a ação, e vendida aos trabalhadores com FGTS. Após o desvio de bilhões já confessos, a PETR está cotada a US$ 3,00. Neste momento aparece a China, promove o repatriamento de valores desviados ,desviou dinheiro em cotação de R$ 1,60 e traz de volta a R$ 3,20. Cabe investigar.
Ricardo Noblat
Saudades do mensalão!
Movimentou valores pequenos se comparados com os que foram desviados das negociatas com a Petrobras. E foi um escândalo que se limitou às fronteiras do Congresso e dos partidos.
O da Petrobras, não. Primeiro pelos bilionários valores que estiveram em jogo. Segundo porque não se limitou a envolver a empresa, as empreiteiras, partidos e políticos. Longe disso.
O avanço das investigações da Operação Lava-Jatos, comandada pelo juiz Sérgio Moro, reforça a cada dia que passa a certeza de que a corrupção disseminou-se por todo o aparelho do Estado.
O PT dirá que a corrupção é uma senhora que nunca vai embora. Mas nos últimos 12 anos, ela foi uma senhora que engordou alimentada pelo projeto do partido de não se afastar do poder.
Dalton Avancini, presidente da Camargo Corrêa, confessou à Justiça que sua empresa pagou propina para executar obras na Ferrovia Norte-Sul, iniciada em 1987 ainda durante o governo Sarney.
Quando concluída, ela terá 4.155 km, e cortará os estados do Pará, Maranhão, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
As principais empreiteiras do país formaram um cartel para operar as obras da ferrovia. E ali também houve superfaturamento de obras com a reserva de dinheiro a ser doado legalmente aos partidos.
Petrobras, Ferrovia Norte-Sul... E o que mais? A usina de Belo Monte, por exemplo, no Sul do Pará, uma obra orçada em R$ 19 bilhões. Ali funcionou o mesmo tipo de esquema.
A Camargo Corrêa pagou pouco mais de R$ 100 milhões em propinas para tocar trechos da usina. A grana foi dividida entre PT e PMDB. Cada um embolsou 1% do valor dos contratos da Camargo.
Por mais tentador que seja, e também compreensível, a Lava-Jato corre o risco de perder o foco se tentar abarcar todos os casos de corrupção que estão surgindo no rastro do escândalo da Petrobras.
O juiz Moro sabe disso. Ele é um estudioso de operações contra a corrupção levadas a efeito em países como a Itália e a França. E essa é a principal lição que ela ensina: restringir o foco. Concentrá-lo.
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Evandro Silva
A Petrobrás obteve um empréstimo de US$ 3,5 bilhões da China.Mecanismo similar ao utilizado na URSS, seus dirigentes dilapidaram o patrimônio das estatais e as compraram na abertura capitalista se apropriando do patrimônio da sociedade, o mesmo está ocorrendo , a Petrobrás chegou a ser cotada a cerca de U$ 28,00 dólares a ação, e vendida aos trabalhadores com FGTS. Após o desvio de bilhões já confessos, a PETR está cotada a US$ 3,00. Neste momento aparece a China, promove o repatriamento de valores desviados ,desviou dinheiro em cotação de R$ 1,60 e traz de volta a R$ 3,20. Cabe investigar.
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