Acuada pela crise política e pelos protestos de rua, a presidente Dilma Rousseff prepara uma reforma ministerial antes mesmo de completar três meses do seu segundo mandato à frente do Palácio do Planalto.
Dilma, porém, está sendo pressionada a ser mais ousada e fazer uma mudança mais ampla, trocando também nomes do seu grupo pessoal, entre eles Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Pepe Vargas (Relações Institucionais).
A presidente, porém, não está convencida de que precisa tirar Mercadante do Planalto. Na semana passada, ela negou oficialmente rumores nesse sentido.
Aliados sugerem que Dilma substitua Mercadante por Jaques Wagner (Defesa), ministro que vem desempenhando o papel de articulador político da petista em missões especiais.
O atual ministro da Casa Civil poderia voltar para a Educação, hoje sob comando de Cid Gomes (Pros-CE), que está fragilizado desde que entrou em atrito com a Câmara dos Deputados ao afirmar que na Casa existem cerca de 400 achacadores.
Em conversas reservadas, Dilma disse a interlocutores que está disposta a entregar o comando do Ministério da Integração Nacional, hoje na cota do PP, ao PMDB.
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