Publicado por Márcio Didier

Foto: Paullo Almeida/FolhaPE
A cerimônia de diplomação dos eleitos em outubro passado em Pernambuco foi permeada pela lembrança de Eduardo Campos. Muito festejado pelos presentes, o governador eleito Paulo Câmara (PSB) recebeu o diploma das mãos da viúva do ex-governador, Renata Campos, que chegou ao evento acompanhada dos cinco filhos: Maria Eduarda, João, Pedro, José e o pequeno Miguel, que faz um ano em janeiro e ficou no colo da irmã durante quase toda a cerimônia.
Antes de iniciar o seu discurso, Paulo Câmara pediu a autorização do presidente do tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Fausto Campos, para exibir um vídeo. Por mais de cinco minutos, imagens da carreira política de Eduardo foram exibidas, num silêncio absoluto. Muitos dos presentes se emocionaram.
Ao final da exibição, foi repetido o grito entoado durante os funerais do ex-governador: “Eduardo, guerreiro, do povo brasileiro”.
Em seu discurso, o próprio Paulo Câmara citou o socialista como referência. “A luta permanente em defesa da democracia traz à nossa memória, nesse momento, a lembrança do governador Eduardo Campos. Ele estaria aqui, com seus gestos largos, com seu entusiasmo, fazendo todos acreditar – como eu acredito – que os obstáculos à frente não devem esmorecer nossa determinação em superá-los”, afirmou Câmara, em seu discurso.
No mais, a cerimônia foi marcada pela presença de claques dos deputados eleitos, principalmente os de primeiro mandato. Com direito até a buzinas de ar, que preencheram o Teatro Guararapes, no Centro de Convenções, onde ocorreu o ato, com um alto e pouco confortável som. Em maior número no ato, os eleitos pelo PSB foram mais aplaudidos.

(Foto: Peu Ricardo/FolhaPE)
Os filhos dos parlamentares foram capítulo à parte na cerimônia. Vários foram levados para receber os diplomas com os pais. Uma das filhas do deputado federal eleito Felipe Carreras (PSB), por exemplo, se empolgou e exibiu o documento como um troféu, levando o público presente às gargalhadas.
Quem fez diferente, e terminou sendo um dos mais aplaudidos foi o deputado estadual reeleito Eriberto Medeiros (PTC). Ele subiu ao palco com a mãe, que, assim como a filha de Carreras, ergueu o diploma e festejou a conquista, sendo efusivamente aplaudida.

(Foto: Paullo Almeida/FolhaPE)
As ausências dos petebistas foram notadas. Não comparecerem os deputados estaduais José Humberto e Romário Dias (este em viagem ao exterior) e os federais Adalberto Cavalcanti, Ricardo Teobaldo e Jorge Corte Real, além de Sílvio Costa, que é do PSC, mas é ligado ao PTB.
Tamanho número de ausências fez com que surgissem rumores sobre uma eventual articulação para marcar uma posição durante a posse de Paulo Câmara. No entanto, todos juram que isso não existiu, e que foi apenas uma “coincidência” – palavra usada por todos.
Quase no fim da cerimônia, após o discurso de Paulo Câmara, Renata Campos foi à beira do palco e pegou no colo o pequeno Miguel, que estava incomodado com a longa cerimônia de quase três horas. O pegou e voltou à mesa. O prefeito Geraldo Julio (PSB) puxou a cadeira e a ajudou a sentar-se. Uma cena que representa uma cerimônia em que, mais do que a ausência, a presença de Eduardo Campos foi celebrada.
Foto: Paullo Almeida/FolhaPE
A cerimônia de diplomação dos eleitos em outubro passado em Pernambuco foi permeada pela lembrança de Eduardo Campos. Muito festejado pelos presentes, o governador eleito Paulo Câmara (PSB) recebeu o diploma das mãos da viúva do ex-governador, Renata Campos, que chegou ao evento acompanhada dos cinco filhos: Maria Eduarda, João, Pedro, José e o pequeno Miguel, que faz um ano em janeiro e ficou no colo da irmã durante quase toda a cerimônia.
Antes de iniciar o seu discurso, Paulo Câmara pediu a autorização do presidente do tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Fausto Campos, para exibir um vídeo. Por mais de cinco minutos, imagens da carreira política de Eduardo foram exibidas, num silêncio absoluto. Muitos dos presentes se emocionaram.
Ao final da exibição, foi repetido o grito entoado durante os funerais do ex-governador: “Eduardo, guerreiro, do povo brasileiro”.
Em seu discurso, o próprio Paulo Câmara citou o socialista como referência. “A luta permanente em defesa da democracia traz à nossa memória, nesse momento, a lembrança do governador Eduardo Campos. Ele estaria aqui, com seus gestos largos, com seu entusiasmo, fazendo todos acreditar – como eu acredito – que os obstáculos à frente não devem esmorecer nossa determinação em superá-los”, afirmou Câmara, em seu discurso.
No mais, a cerimônia foi marcada pela presença de claques dos deputados eleitos, principalmente os de primeiro mandato. Com direito até a buzinas de ar, que preencheram o Teatro Guararapes, no Centro de Convenções, onde ocorreu o ato, com um alto e pouco confortável som. Em maior número no ato, os eleitos pelo PSB foram mais aplaudidos.
(Foto: Peu Ricardo/FolhaPE)
Os filhos dos parlamentares foram capítulo à parte na cerimônia. Vários foram levados para receber os diplomas com os pais. Uma das filhas do deputado federal eleito Felipe Carreras (PSB), por exemplo, se empolgou e exibiu o documento como um troféu, levando o público presente às gargalhadas.
Quem fez diferente, e terminou sendo um dos mais aplaudidos foi o deputado estadual reeleito Eriberto Medeiros (PTC). Ele subiu ao palco com a mãe, que, assim como a filha de Carreras, ergueu o diploma e festejou a conquista, sendo efusivamente aplaudida.
(Foto: Paullo Almeida/FolhaPE)
As ausências dos petebistas foram notadas. Não comparecerem os deputados estaduais José Humberto e Romário Dias (este em viagem ao exterior) e os federais Adalberto Cavalcanti, Ricardo Teobaldo e Jorge Corte Real, além de Sílvio Costa, que é do PSC, mas é ligado ao PTB.
Tamanho número de ausências fez com que surgissem rumores sobre uma eventual articulação para marcar uma posição durante a posse de Paulo Câmara. No entanto, todos juram que isso não existiu, e que foi apenas uma “coincidência” – palavra usada por todos.
Quase no fim da cerimônia, após o discurso de Paulo Câmara, Renata Campos foi à beira do palco e pegou no colo o pequeno Miguel, que estava incomodado com a longa cerimônia de quase três horas. O pegou e voltou à mesa. O prefeito Geraldo Julio (PSB) puxou a cadeira e a ajudou a sentar-se. Uma cena que representa uma cerimônia em que, mais do que a ausência, a presença de Eduardo Campos foi celebrada.
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