Na última reunião de 2014, o diretório
estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) tirou uma resolução em que se
coloca oficialmente no papel de oposição ao novo governador de
Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), que assume o executivo em 1º de janeiro
de 2015. A postura já era esperada, depois das duras críticas feitas
pelo partido durante a campanha eleitoral este ano contra o candidato do
PSB.
O posicionamento vai ser adotado nas
principais esferas de poder estadual – na Câmara dos Vereadores e na
Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O encontro deste domingo
aconteceu no Hotel Jangadeiro, em Boa Viagem, e reuniu 54 membros
do diretório do partido.
O prefeito do Recife, Geraldo Julio,
também entra no radar do PT, que busca rearticular a bancada de oposição
na Câmara, atualmente com voz inexpressiva. “Geraldo Julio, muito mais
até do que o próprio Paulo Câmara, foi uma voz de acirramento contra
Dilma”, observou a presidente do PT em Pernambuco, Teresa Leitão.
Na Alepe, o partido também busca
fortalecer a bancada oposicionista ao lado do PTB. “Isso foi uma
reafirmação do processo eleitoral. Na eleição, nós fizemos uma chapa de
oposição ao governo, então não tinha um outro caminho”, destacou a
presidente.
INFIÉIS – Na busca pela
reestruturação do partido, outro tópico da reunião tratou da punição
dos infiéis. Após as eleições, no mês de novembro, a lista compreendia
uma média de cem filiados e incluia três prefeitos.
Um mês depois, o levantamento caiu para
aproximadamente 25 pessoas, sendo cinco prefeitos. Todos já foram
notificados e os casos estão sendo analisados pela comissão de ética do
partido.
Segundo Teresa Leitão, 26 pessoas
pediram desfiliação antes mesmo de serem notificadas. “Foi muito bom
porque já diminui o nosso trabalho”, brincou.
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