por Inaldo Sampaio
Coluna Fogo Cruzado – 8 de dezembro
Após a morte de Eduardo Campos, a liderança política de Pernambuco deverá ser exercida pelo governador eleito Paulo Câmara
Logo após a morte de Eduardo Campos, abriu-se no PSB uma discussão sobre quem seria, a partir de então, o novo líder do partido em Pernambuco. Uns diziam que era o prefeito Geraldo Júlio e, outros, o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho. Com a vitória de Paulo Câmara para o Governo do Estado, a discussão tomou outro rumo. O novo líder seria o governador eleito ou o prefeito da capital? Discussão meio sem sentido, é verdade, porque liderança não se herda, conquista-se. Paulo Câmara e Geraldo Júlio foram produtos da imaginação criadora de Eduardo Campos para renovar os quadros políticos do PSB, e consequentemente de Pernambuco. Mas pela força do cargo que ocupará o candidato a líder do PSB e do Estado, a partir de janeiro, será o governador eleito. Se ele terá habilidade política para manter a unidade dos 21 partidos que o elegeram, conciliando a atividade política com seus afazeres administrativos, só o tempo dirá.
O sonho do líder do PT
Ao mandar um recado para Dilma de que “o PT do Nordeste não é apenas a Bahia”, o líder da bancada do partido no Senado, Humberto Costa (PE), alimentava uma ligeira esperança de que poderia ser convocado pela presidente reeleita para o seu ministério. O sonho acabou, porém, depois que Dilma convocou para a sua equipe o senador Armando Monteiro (PTB-PE). E Costa é suficientemente arguto para entender que não cabem os dois na esplanada dos ministérios.
Golpe – Aécio (PSDB) fez tudo certo no 2º turno da eleição presidencial, menos chamar Dilma de “leviana” e “mentirosa” no debate do SBT. Perdeu 6% dos votos das mulheres, o que dá cerca de 3 milhões de eleitoras – a diferença que o separou da presidente. Agora insiste no erro ao convocar a Oposições para um ato golpista em SP, anteontem, que reuniu seis mil pessoas.
Salto – O PRB elevou de 8 para 28 a sua bancada na Câmara Federal, mas ainda procura explicações para a derrota dos seus candidatos em Pernambuco: Carlos Geraldo e Aldo Amaral.
Ajuste – O prefeito Adilson Filho (PSB) ainda não “ajustou” as finanças de Moreno como gostaria porque seu antecessor Edward Bernardo (PMDB) entregou-lhe uma “casa destroçada”.
Posse – Marco Maciel não costumava faltar às sessões de posse na Academia Brasileira de Letras, da qual é membro. Mas por questões de saúde não foi à do poeta Ferreira Gullar.
Viagem – Em campanha para presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) está viajando pelo país, mas não incluiu Pernambuco no seu roteiro porque o único deputado que o partido elegeu no Estado, o ainda senador Jarbas Vasconcelos (foto), já disse que votará nele.
Codeam – Está marcada para o próximo dia 11 a eleição dos novos membros da diretoria da Codeam (Comissão de Desenvolvimento do Agreste Meridional), que tem sua sede em Garanhuns. A atual presidente e prefeita de Jupi, Celina Brito (PR), deve ser candidato único.
Tradição – Após temporada em Jabuticabal (SP), o advogado pernambucano Pedro Augusto Caldas voltou para Cabrobó no início deste ano para ser o “Plano B” do PTB na eleição de 2016. Tradição política não lhe falta. Seu bisavô Zuza Freire foi o 1º prefeito da cidade, seu avô José Caldas Cavalcanti e seu pai, Eudes, que é defensor público, foram prefeito duas vezes e seu tio, Edgar, três.
Nenhum comentário:
Postar um comentário