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Primeiro-secretário nacional do PSB, o prefeito do Recife, Geraldo Julio, afirmou, durante balanço de final de ano da PCR, que a decisão do partido de não integrar o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) não é algo que deve ser mudado, ao menos em curto prazo. No último dia 27 de novembro, o partido decidiu se manter independente no Congresso e não aceitar cargos no governo federal. O PSB deixou o governo Dilma em setembro de 2013 para lançar a candidatura do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, padrinho político do prefeito.
“Foi a posição mais adequada. E eu acho que ela não é de curto prazo. Eu acho que ela é de médio e longo prazo. O PSB vai querer preservar sua liberdade, preservar o direito de debater os temas sem nenhum tipo de amarra”, destacou o prefeito, que afirmou que um eventual retorno à base aliada não está em discussão no partido.
[NE10] Geraldo Júlio e as lideranças do PSB.
“A gente decidiu não participar do governo, não ocupar nenhum cargo no governo, para ter a liberdade de defender as nossas ideias”, explicou. “O PSB, nesse momento, vai ser mais PSB do que nunca.”
Durante a última campanha eleitoral, Geraldo Julio foi um dos principais críticos a Dilma em Pernambuco, defendendo a candidatura da ex-senadora Marina Silva (PSB), que assumiu a campanha após a morte de Eduardo Campos, e, no segundo turno, do senador Aécio Neves (PSDB).
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Gestor de perfil técnico que assumiu postura de liderança política em Pernambuco após a morte do ex-governador, o prefeito disse, porém, que ainda é muito longe para dizer se o PSB terá candidato em 2018. “Falar sobre 2018 agora é cedo demais”, justificou.
ARMANDO MONTEIRO – Questionado sobre a nomeação do senador Armando Monteiro Neto (PTB), adversário político no plano local, para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Geraldo Julio também adotou tom ameno e lembrou que o petebista milita nessa área há muito tempo. Disse também que ele vai ter a oportunidade de prestar um imenso serviço a Pernambuco e ao Brasil.
“É um ministério extremamente importante. Sobretudo nesse momento que o País está passando. Eu acho que o senador vai ter uma bela oportunidade. O País precisa retomar o crescimento. O próprio senador falou que tem como meta a competitividade. E o crescimento e a competitividade passam por aquele ministério”, afirmou.
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