
Recriação da CPMF é proposta inviável
por Inaldo Sampaio
Coluna Fogo Cruzado – 3 de dezembro
A CPMF foi derrubada em 2007 com os votos favoráveis dos então senadores Marco Maciel, Jarbas Vasconcelos e Sérgio Guerra
Os três governadores que o PT elegeu no Nordeste – Rui Costa (BA), Camilo Santana (CE) e Wellington Dias (PI) – estariam à frente de um movimento, com prévio conhecimento de Dilma Rousseff, pela recriação do “imposto do cheque”, extinto pelo Congresso em 2007. A intenção pode até ser boa: produzir uma nova fonte de receita para financiar os gastos com saúde. Mas politicamente é inviável. Esse imposto foi criado no governo do presidente Itamar Franco por inspiração do então ministro da saúde, Adib Jatene, recentemente falecido, para reforçar o caixa do ministério. Mas, para não ser compartilhado com estados e municípios, virou “contribuição” no governo de FHC. Foi prorrogado diversas vezes. Até que, em 2007, por um cochilo da bancada governista, o Senado derrubou-o com os votos favoráveis dos pernambucanos Marco Maciel, Jarbas Vasconcelos e Sérgio Guerra. Recriá-lo agora, sete anos, é quase impossível.
PTB na base governista
O convite de Dilma Rousseff a Armando Monteiro para ser seu ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior já teve reflexos no PTB. O partido, que apoiou José Serra (PSDB) em 2010 e Aécio Neves (PSDB) em 2014, já está arrumando as malas para integrar a base do governo. Dilma já contava com apoios isolados como o dos senadores Armando Monteiro (PE), Gim Argello (DF) e Fernando Collor (AL). Mas a partir de 2015 o apoio será institucional.
Ministro – O senador Vital do Rego Neto (PMDB-BA) teve o nome aprovado ontem pelo Senado para a vaga do pernambucano José Jorge no Tribunal de Contas da União. Houve apenas um voto contra e logo se pensou que teria sido dado por Cássio Cunha Lima (PSDB), opositor dele na política da PB. Mas o tucano não só disse que votou a favor como o elogiou.
Amor – Em março de 94, segundo o Ibope, o PT tinha 21% da preferência dos brasileiros, o PMDB 19% e o PSDB 5%. Em outubro/2014 a preferência era 16%, 2% e 5%, respectivamente.
Sonho – Correligionários do ainda deputado Inocêncio Oliveira (PR) continuam na expectativa de vê-lo convocado pelo governador eleito Paulo Câmara (PSB) para compor o futuro governo.
Demissão – O governador João Lyra Neto já tinha motivo para tirar o procurador geral do Estado, Thiago de Alencar Norões, mas acabou sendo poupado porque o próprio pediu para sair.
Pausa – Após levar um “esculacho” de uma velha eleitora do PCdoB, que encontrou na rua, o prefeito de Olinda, Renildo Calheiros, tomou a decisão política de não iniciar nenhuma obra nova no município enquanto não concluir as que se encontram em andamento.
Teatro – Eram tantas as críticas ao seu governo pela promessa, ainda não cumprida, de recuperar o belo e histórico Teatro do Parque que o prefeito Geraldo Júlio (PSB) resolveu anunciar ontem a sua reforma, que vai custar R$ 8 milhões e durar cerca de 24 meses.
Escola – A ex-primeira dama, Renata Campos, que costumava estar ao lado do marido, Eduardo Campos, em todos os eventos importantes do Governo do Estado, continua fazendo escola em Pernambuco. A deputada Raquel Lyra (PSB) passou a ser vista regularmente ao lado do pai, João Lyra Neto e a primeira dama do Recife, Cristina Mello, ao lado do marido e prefeito Geraldo Júlio (PSB).
Saudade – O ex-deputado Osvaldo Coelho (DEM) escreveu uma carta a Elizabeth Farias, viúva do empresário alagoano e fundador da Agrovale, Gilberto Farias, que morreu em SP na semana passada, vítima de câncer. “Faz-me muita falta e dele sinto muita saudade. Era um grande homem e um grande amigo. Muitas ideias que elaboramos juntos transformaram-se em realidade”, escreveu.
por Inaldo Sampaio
Coluna Fogo Cruzado – 3 de dezembro
A CPMF foi derrubada em 2007 com os votos favoráveis dos então senadores Marco Maciel, Jarbas Vasconcelos e Sérgio Guerra
Os três governadores que o PT elegeu no Nordeste – Rui Costa (BA), Camilo Santana (CE) e Wellington Dias (PI) – estariam à frente de um movimento, com prévio conhecimento de Dilma Rousseff, pela recriação do “imposto do cheque”, extinto pelo Congresso em 2007. A intenção pode até ser boa: produzir uma nova fonte de receita para financiar os gastos com saúde. Mas politicamente é inviável. Esse imposto foi criado no governo do presidente Itamar Franco por inspiração do então ministro da saúde, Adib Jatene, recentemente falecido, para reforçar o caixa do ministério. Mas, para não ser compartilhado com estados e municípios, virou “contribuição” no governo de FHC. Foi prorrogado diversas vezes. Até que, em 2007, por um cochilo da bancada governista, o Senado derrubou-o com os votos favoráveis dos pernambucanos Marco Maciel, Jarbas Vasconcelos e Sérgio Guerra. Recriá-lo agora, sete anos, é quase impossível.
PTB na base governista
O convite de Dilma Rousseff a Armando Monteiro para ser seu ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior já teve reflexos no PTB. O partido, que apoiou José Serra (PSDB) em 2010 e Aécio Neves (PSDB) em 2014, já está arrumando as malas para integrar a base do governo. Dilma já contava com apoios isolados como o dos senadores Armando Monteiro (PE), Gim Argello (DF) e Fernando Collor (AL). Mas a partir de 2015 o apoio será institucional.
Ministro – O senador Vital do Rego Neto (PMDB-BA) teve o nome aprovado ontem pelo Senado para a vaga do pernambucano José Jorge no Tribunal de Contas da União. Houve apenas um voto contra e logo se pensou que teria sido dado por Cássio Cunha Lima (PSDB), opositor dele na política da PB. Mas o tucano não só disse que votou a favor como o elogiou.
Amor – Em março de 94, segundo o Ibope, o PT tinha 21% da preferência dos brasileiros, o PMDB 19% e o PSDB 5%. Em outubro/2014 a preferência era 16%, 2% e 5%, respectivamente.
Sonho – Correligionários do ainda deputado Inocêncio Oliveira (PR) continuam na expectativa de vê-lo convocado pelo governador eleito Paulo Câmara (PSB) para compor o futuro governo.
Demissão – O governador João Lyra Neto já tinha motivo para tirar o procurador geral do Estado, Thiago de Alencar Norões, mas acabou sendo poupado porque o próprio pediu para sair.
Pausa – Após levar um “esculacho” de uma velha eleitora do PCdoB, que encontrou na rua, o prefeito de Olinda, Renildo Calheiros, tomou a decisão política de não iniciar nenhuma obra nova no município enquanto não concluir as que se encontram em andamento.
Teatro – Eram tantas as críticas ao seu governo pela promessa, ainda não cumprida, de recuperar o belo e histórico Teatro do Parque que o prefeito Geraldo Júlio (PSB) resolveu anunciar ontem a sua reforma, que vai custar R$ 8 milhões e durar cerca de 24 meses.
Escola – A ex-primeira dama, Renata Campos, que costumava estar ao lado do marido, Eduardo Campos, em todos os eventos importantes do Governo do Estado, continua fazendo escola em Pernambuco. A deputada Raquel Lyra (PSB) passou a ser vista regularmente ao lado do pai, João Lyra Neto e a primeira dama do Recife, Cristina Mello, ao lado do marido e prefeito Geraldo Júlio (PSB).
Saudade – O ex-deputado Osvaldo Coelho (DEM) escreveu uma carta a Elizabeth Farias, viúva do empresário alagoano e fundador da Agrovale, Gilberto Farias, que morreu em SP na semana passada, vítima de câncer. “Faz-me muita falta e dele sinto muita saudade. Era um grande homem e um grande amigo. Muitas ideias que elaboramos juntos transformaram-se em realidade”, escreveu.
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