Soou como uma “bomba” em Brasília, nesta sexta-feira, a notícia do jornal “O Estado de São Paulo” segundo a qual o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, usou a “delação premiada” para relacionar os 28 políticos que teriam recebido dinheiro retirado do esquema de propina da Petrobras.
Ao todo, seriam 10 políticos do PP, 8 do PT, 8 do PMDB, 1 do PSB e 1 do PSDB.
O jornal obteve a lista completa dos supostos beneficiários, entre os quais estariam pessoas que até aqui ainda não haviam sido mencionadas pela imprensa como o governador do Acre, Tião Viana (PT), reeleito em 2014.
De Pernambuco, foram citados pelo ex-diretor da Petrobrás o senador Humberto Costa (PT), o ex-governador Eduardo Campos (PSB) e o ex-deputado Sérgio Guerra (PSDB). Os dois últimos morreram este ano e não têm mais como se defender.
Costa teria recebido R$ 1 milhão para sua campanha ao Senado em 2010, fato que ele nega, categoricamente, já tendo prestado esclarecimentos por meio da tribuna do Senado.
Eduardo Campos, por sua vez, teria recebido R$ 20 milhões para a campanha do PSB em 2010 (fato que o PSB também desmente) e Sérgio Guerra, que foi presidente nacional do PSDB, teria recebido R$ 10 milhões para ajudar a arquivar a CPI da Petrobrás instalada no Senado em 2009. O emissário para o recebimento do PSB teria sido o senador eleito Fernando Bezerra Coelho (PSB), que nega o fato.
Sobre a acusação a Eduardo Campos, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, disse desconhecer a existência desse dinheiro e reafirmou a confiança dele e do partido na honorabilidade do ex-governador.
Também foram citados na matéria os ex-governadores do Rio, Sérgio Cabral (PMDB) e do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), o ex-ministro Antonio Palocci (PT), os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o atual ministro de Minas e Energia, Edson Lobão e os ex-ministros Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Mário Negromonte (Cidades).
Todos, por meio de nota ou de seus advogados, negam o recebimento de dinheiro ilegal das mãos de Paulo Roberto Costa. Investigar os políticos que estariam ligados ao “esquema” será a oitava fase da “Operação Lava Jato”.
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