As Forças Armadas silenciaram sobre o desaparecimento dos estudantes pernambucanos Fernando Santa Cruz e Eduardo Collier
Após dois anos e sete meses de trabalho, a Comissão Nacional da Verdade concluiu o seu relatório sobre os casos de violação aos direitos humanos ocorridos no Brasil durante o regime militar e o entregou ontem, formalmente, à presidente Dilma Rousseff. Se as Forças Armadas tivessem colaborado, passando aos membros do colegiado informações que só elas detêm como o desaparecimentos dos estudantes pernambucanos Fernando Santa Cruz e Eduardo Collier Filho, por exemplo, nos anos 70, no Rio de Janeiro, teríamos a chance de passar a limpo aquele período negro de nossa história. Contá-la não é revanchismo como alguns equivocadamente supõem. É dever da própria Pátria para que as novas gerações saibam de fato como o país foi atirado no obscurantismo. A criação da Comissão foi um avanço. Mas por falta de informações sobre algumas mortes o acerto de contas do Brasil com o seu passado continua inconcluso.
A despedida de Pedro Simon
Quase todos os senadores presentes ontem ao Congresso apartearam o senador Pedro Simon (PMDB), que foi à tribuna da Casa para fazer a sua despedida (ele não conseguiu ser reeleito). O petebista Armando Monteiro, após frisar que o gaúcho tem a admiração da grande maioria dos brasileiros, disse que seu pai (Armando Monteiro Filho), “que tem 88 anos bem vividos”, não o perdoaria se não usasse também aquela tribuna para homenagear o peemedebista.
Mesa – O deputado Eduardo da Fonte (PP) defende o “princípio da proporcionalidade” na eleição da nova mesa diretora da Assembleia Legislativa de Pernambuco e mandou logo este recado a quem interessar possa: “O nosso partido elegeu quatro deputados, perdendo apenas para o PSB (que elegeu 15) e o PTB (que elegeu 6). Logo, a 2º vice-presidência é nossa”.
1º mundo – Salgueiro, quem diria, registrou este ano 11,2 assassinatos por grupo de cem mil habitantes. O índice aceitável pela ONU (Organização das Nações Unidas) é 10 por 100 mil.
Rodízio – Se o TCU não interromper a prática do rodízio, o pernambucano José Múcio está muito próximo de chegar à presidência. Ontem foi a vez de Aroldo Cedraz, que era o vice.
Voto – O único voto dado na Câmara contra a cassação do mandato de André Vargas (PR) foi do petista José Airton (CE), ex-prefeito de Icapuí (CE) e grande amigo de Paulo Rubem (PDT).
Fico – Mesmo sendo próximo de Marina Silva, o jornalista Sérgio Xavier (foto) não pretende trocar o PV pela Rede Sustentabilidade. Ele garantiu ao presidente regional do partido, Carlos Augusto Costa, que permanecerá “verde” e lutando para expandir a legenda em Pernambuco.
Bolsa – A deputada Terezinha Nunes (PSDB) descobriu o óbvio e registrou o fato na Assembleia Legislativa: que a “bolsa família” teve influência na reeleição de Dilma Rousseff. O estranho é se as 15 milhões de famílias que recebem o benefício não tivessem votado nela.
Meta – O senador Humberto Costa (PT) e seu suplente, Joaquim Francisco (PSB), têm visões distintas sobre mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias para desobrigar o governo de cumprir as metas fiscais que estavam previstas para este ano. O senador diz que o governo agiu à luz da realidade, mas o suplente entende que a Lei de Responsabilidade Fiscal foi para o espaço.
Carta – Caberá a Ricardo Coutinho (PSB), governador reeleito da PB, levar às mãos de Dilma Rousseff a “Carta de João Pessoa” que os governadores do Nordeste aprovaram na última terça-feira na capital paraibana. É improvável que a presidente atenda às 15 reivindicações feitas pelos governadores. Mas pelo menos ficará sabendo qual é a agenda prioritária dos nove governantes da região.
Nenhum comentário:
Postar um comentário