Para cumprir o ritual da “Lei Raquel Lyra”
Coluna Fogo Cruzado – 17 de novembro
Lei de autoria da deputada Raquel Lyra, sancionada em 2013,
fixou regras para a transição administrativa no Estado e nos municípios
A rigor, não havia necessidade de haver “comissão de transição” em
Pernambuco para passar informações do governo João Lyra para o governo
Paulo Câmara. O governo João Lyra, segundo ele próprio, é a continuidade
do de Eduardo Campos. Não tem, e nem poderia ter, sua própria
identidade porque não se cria uma marca para um governo de apenas nove
meses de duração. Além disso, faz pouco mais de seis meses que
auxiliares de Eduardo Campos entregaram ao atual governador uma
minuciosa radiografia da situação em que se encontrava Pernambuco. Como
João Lyra não mexeu em nada, não criou programa novo e não contraiu
novas dívidas, o quadro, presume-se, é exatamente o mesmo que ele
encontrou. Se houve necessidade de transição foi apenas para dar
cumprimento à lei de autoria da deputada Raquel Lyra, que estabeleceu as
regras para a transição no âmbito do Estado e dos Municípios.
A CPI das Empreiteiras
Durante o governo de FHC, Pedro Simon (PMDB-RS) propôs no Senado a
criação de uma CPI para investigar as empreiteiras. Alegava que elas
tinham lobistas infiltrados nos ministérios e que eles seriam a causa da
“corrupção crônica” envolvendo políticos, empresas e autoridades
governamentais. Agora, com a prisão dos executivos da Queiroz Galvão,
Mendes Júnior, Camargo Correia, Odebrecht e outras o cenário está
provando que o senador gaúcho tinha razão.
Preliminar – Antes de convidar as pessoas para
compor seu secretariado, o governador eleito Paulo Câmara (PSB) vai
definir primeiro o tamanho da “máquina”. Há possibilidade de alguns
órgãos serem extintos e de haver fusão entre secretarias, como, por
exemplo, Governo e Casa Civil que fazem praticamente a mesma coisa. O
redesenho ficará pronto no início de dezembro.
Grito – O prefeito José Queiroz (PDT) “chiou” porque
as obras da Escola Técnica de Caruaru estão paralisadas, mas ela não é
exceção à regra. Todas as outras pararam por falta de dinheiro.
Cobrança – O deputado Augusto César (PTB) vai cobrar
de Paulo Câmara logo nos primeiros dias de governo a construção de uma
unidade do IML em Serra Talhada, sua cidade natal.
Prisão – Além de Pedro Corrêa (PP), outro
ex-deputado do mensalão aguarda deferimento do ministro Luís Roberto
Barroso (STF) para cumprir o restante da pena em casa: Romeu Queiroz.
Lobby 1 – Se a Câmara tivesse aprovado o projeto de
autoria do ex-senador Marco Maciel que regulamenta a atividade de
“lobby” no Brasil, o escândalo da Petrobrás talvez não existisse. O
projeto foi aprovado pelo Senado em 1990 e está parado na Câmara há 24
anos.
Lobby 2 – Marco Maciel alegou, à época, que a
atividade de “lobby” existe no mundo inteiro e que a legislação dos EUA
sobre o tema data do século XIX. No Brasil, disse ele, “lobby” tem uma
“conotação pejorativa”, quando deveria ser encarado como parte dos
grupos de pressão.
Exército – O novo comandante militar do Nordeste,
general Manoel Luiz Pafiadache, fez uma visita na última sexta-feira à
unidade do Exército situada em Petrolina e aproveitou para conhecer o
“Monumento aos Pracinhas” construído pelo prefeito Júlio Júlio (PMDB).
Antes de ser transferido para Pernambuco, o general comandava uma
unidade militar no Estado do Rio Grande do Sul.
Longevo – Guilherme Uchoa (PDT) é um dos três
presidentes de Assembleia Legislativa mais logevos no cargo, perdendo
apenas para o do Piauí e o da Bahia. Daí estar animado para conquistar o
cargo pela quinta vez, o que é difícil mas não impossível. Tudo vai
depender da conversa que terá com Paulo Câmara após o anúncio do
secretariado, que vai ocorrer no dia 15 de dezembro próximo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário