Por Inaldo Sampaio
O ex-deputado pernambucano Maurício Rands (PSB), um dos coordenadores do programa de governo de Marina Silva (PSB), voltou a defender ontem no Rio de Janeiro a “independência” do Banco Central ao participar de um fórum com outros economistas.
Ele disse que viu na TV (programa de Dilma) que a autonomia do Banco Central “significaria tirar a comida da mesa do trabalhador, mas é justamente o contrário”.
“Essa proposta”, disse o ex-deputado, “visa a resgatar a credibilidade da política monetária, para cair a inflação. Quem tira a comida da mesa do trabalhador é a inflação alta porque o trabalhador não pode se defender. O debate está resvalando para o falseamento dos argumentos do outro lado e isso não é bom”.
Segundo ele, dizer que a candidatura de Marina é aprisionada pelos banqueiros, como Dilma Rousseff está dizendo, “é menosprezar a inteligência dos brasileiros”.
Rands defendeu ainda o papel dos bancos públicos e rebateu as acusações de que, numa eventual governo de Marina, estas instituições teriam seus papéis reduzidos.
Sobre este assunto ele disse o seguinte: “A posição da nossa coligação e da candidata é a de fortalecimento dos bancos públicos. Sabemos que eles têm um papel absolutamente essencial até em momento em que precisa ter uma atuação anticíclica. Bancos públicos continuarão tendo papel importantíssimo para subsidiar programas essenciais ao povo brasileiro, como o Minha Casa, Minha Vida”.
Sobre o fato de o ex-governador Eduardo Campos ter sido apontado pelo ex-diretor de abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, como integrante do suposto esquema de corrupção que desviaria de recursos da empresa, Maurício Rands disse o seguinte:
“O instituto da delação premiada precisa ser analisado. É preciso saber se o que a pessoa diz é verdade. Muitas vezes tem também o jogo que o indiciado faz, em represália. Eduardo Campos governou Pernambuco de modo absolutamente isento, sem qualquer deslize na forma de administrar. Não é a palavra de um criminoso que vai atingir toda a trajetória de um homem público, que nem está aqui para se defender. Com relação aos outros acusados, cada um tem seu histórico”.
Fonte: Blog do Inaldo Sampaio
Nenhum comentário:
Postar um comentário