Por Inaldo Sampaio
Coluna Fogo Cruzado – 19 de setembro
Pelo menos uma unidade do Exército teria sido utilizada no Recife para a prática de tortura a presos políticos.
Aécio Neves sugeriu a Dilma Rousseff no debate da Band que pedisse desculpas ao povo brasileiro pelo que se fez na Petrobras no atual governo: um monumental esquema de desvio de recursos que foram parar na conta bancária do ex-diretor de abastecimento, Paulo Roberto Costa e de políticos ligados à base governista. Dilma se nega a fazê-lo dizendo que o escândalo foi descoberto pela Polícia Federal, que está a serviço da República e não do governo que ora chefia. Por outro lado, membros da Comissão Nacional da Verdade sugerem aos comandantes das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) que peçam desculpas aos brasileiros pelo desvio de conduta durante a ditadura militar. Ou seja, a utilização de suas unidades em várias capitais, inclusive Recife, para a prática de torturas a presos políticos. Esse pedido de desculpas não diminuiria Dilma nem as Forças Armadas, mas ambos se negam a fazê-lo.
A desconstrução de Marina Silva
Já disse o deputado Fernando Ferro (PT-PE) que tentar “desconstruir” a imagem de Marina no campo pessoal ou ético é perda de tempo porque ela não tem mancha na biografia. É por isso que Ciro Gomes (PROS-CE) tenta “desconstruí-la” no campo da política. Reconhece que a candidata do PSB tem a simpatia da juventude, dos artistas e dos intelectuais, mas um defeito grave para quem quer ser presidente: trata com “superficialidade” os problemas nacionais.
Excesso – Quarta à noite, em Goiana, subiram no palanque de Paulo Câmara (PSB) cinco pretensos candidatos à sucessão do prefeito Fred Gadelha (PTB): o vice Carlos de Joca (PSB), o Tenente Menezes e os ex-prefeitos Henrique Fenelon, Beto Gadelha e Edval Soares. O prefeito não está muito bem em popularidade, mas se as oposições se dividirem ele ganha outra vez.
Campo – Calcula-se que a bancada ruralista elegerá este ano entre 120 e 140 deputados federais por várias legendas, ante 15 ou 20 representantes de sindicatos ou de movimentos sociais.
Cultura – O encontro de Marina (PSB) com artistas e produtores culturais, no RJ, anteontem à noite, foi articulado pelo cineasta Guel Arraes, tio do ex-governador Eduardo Campos.
Redução – Enfim, Dilma falou sobre burocracia em seu guia eleitoral. Disse que para se abrir uma empresa hoje no Brasil são necessários, em média, 107 dias. E promete reduzir para cinco.
Missão – Roberto Freire (foto), presidente nacional do PPS, já foi escalado pelo presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, para conversar com os tucanos paulistas sobre o apoio deles a Marina Silva (PSB) caso o senador Aécio Neves (PSDB) fique fora do segundo turno.
Decepção – Armando Monteiro (PTB) decepcionou-se com muitos petebistas que aderiram à campanha de Paulo Câmara, mas a adesão que mais o chocou foi a do ex-prefeito de Buíque, Arquimedes Valença. Ambos não eram apenas correligionários, mas grandes amigos.
Comício – O governador João Lyra Neto estará em Caruaru na próxima terça para participar de uma carreata de Paulo Câmara (PSB) ao lado de Marina Silva. A candidata do PSB lhe disse em São Paulo, em primeira mão, três dias após a morte de Eduardo Campos, que vai levar adiante o processo de criação do seu partido (Rede) e que se for eleita presidente não se candidatará à reeleição.
Reparo – Cecílio Galvão (PTB), ex-prefeito de Belo Jardim, nega estar fazendo “críticas pessoais” ao ex-prefeito João Mendonça (PSD) tal qual foi dito por este a Paulo Câmara (PSB). “Passei nove meses comandando um programa de rádio e nunca fiz um ataque ao prefeito no campo pessoal. Fiz, sim, cobranças no campo político, já que a gestão dele é desastrosa”, afirma Galvão.
Fonte: Blog do Inaldo Sampaio
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