Coluna da terça-feira

O preço do PMDB
A presidente Dilma recebe, hoje, o apoio formal do PMDB à sua reeleição em convenção do partido marcada para Brasília. Antes, o PDT, também em convenção, confirma a manutenção em sua coligação.
Não há nenhuma novidade na posição dos dois partidos, mas na convenção do PMDB o que está chamando a atenção é o tamanho da dissidência. Os principais líderes peemedebistas garantiram a Dilma 80% dos 738 votos que sairão de 510 delegados, alguns com direito a votar mais de uma vez.
Mas os rebeldes, que têm votado contra o Governo na Câmara dos Deputados, fechados com a orientação do líder Eduardo Cunha (RJ), dizem abertamente que a presidente terá apenas 55% dos votos e não 80% como afirmam o vice-presidente Michel Temer, o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves.
Dos partidos aliados no Congresso, o PMDB foi o que mais praticou infidelidade ao Governo, especialmente a bancada na Câmara, que se ressente da presença de um legítimo representante na Esplanada dos Ministérios.
Com a maioria simples ou majoritária do partido, o fato é que Dilma leva o PMDB para o seu palanque, amplia seu tempo na propaganda partidária, mas, reeleita, continuará a enfrentar os mesmos problemas com o partido.
Há muito, o PMDB deixou de ser um partido ideológico e hegemônico, para se transformar numa grande federação de interesses, movidos no campo pessoal por um grupo que o controla e que age com uma carga fisiológica invejável.
Seus cardeais já avisaram que vão de Dilma, mas que a fatura cobrada na sua reeleição será muito maior, o que pode por em risco a chamada governabilidade, caso a presidente continue torcendo o nariz para adoçar a boca dos seus caciques com cargos.
INVASÃO– Segundo reportagem do jornal espanhol El País, os 600 mil turistas previstos para chegar ao Brasil durante a Copa do Mundo deverão deixar no País R$ 6,7 bilhões, considerando que terão um gasto médio de R$ 5,5 mil reais durante a estada. O setor hoteleiro está razoavelmente satisfeito: é o que esperavam, nem mais, nem menos. Rio e São Paulo são, pela ordem, os Estados que mais atrairão turistas durante o mega evento.
Inferno astral–
O preço do PMDB
A presidente Dilma recebe, hoje, o apoio formal do PMDB à sua reeleição em convenção do partido marcada para Brasília. Antes, o PDT, também em convenção, confirma a manutenção em sua coligação.
Não há nenhuma novidade na posição dos dois partidos, mas na convenção do PMDB o que está chamando a atenção é o tamanho da dissidência. Os principais líderes peemedebistas garantiram a Dilma 80% dos 738 votos que sairão de 510 delegados, alguns com direito a votar mais de uma vez.
Mas os rebeldes, que têm votado contra o Governo na Câmara dos Deputados, fechados com a orientação do líder Eduardo Cunha (RJ), dizem abertamente que a presidente terá apenas 55% dos votos e não 80% como afirmam o vice-presidente Michel Temer, o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves.
Dos partidos aliados no Congresso, o PMDB foi o que mais praticou infidelidade ao Governo, especialmente a bancada na Câmara, que se ressente da presença de um legítimo representante na Esplanada dos Ministérios.
Com a maioria simples ou majoritária do partido, o fato é que Dilma leva o PMDB para o seu palanque, amplia seu tempo na propaganda partidária, mas, reeleita, continuará a enfrentar os mesmos problemas com o partido.
Há muito, o PMDB deixou de ser um partido ideológico e hegemônico, para se transformar numa grande federação de interesses, movidos no campo pessoal por um grupo que o controla e que age com uma carga fisiológica invejável.
Seus cardeais já avisaram que vão de Dilma, mas que a fatura cobrada na sua reeleição será muito maior, o que pode por em risco a chamada governabilidade, caso a presidente continue torcendo o nariz para adoçar a boca dos seus caciques com cargos.
INVASÃO– Segundo reportagem do jornal espanhol El País, os 600 mil turistas previstos para chegar ao Brasil durante a Copa do Mundo deverão deixar no País R$ 6,7 bilhões, considerando que terão um gasto médio de R$ 5,5 mil reais durante a estada. O setor hoteleiro está razoavelmente satisfeito: é o que esperavam, nem mais, nem menos. Rio e São Paulo são, pela ordem, os Estados que mais atrairão turistas durante o mega evento.
Inferno astral–
Furo trabalhista– Na passagem por Serra Talhada, no último fim de semana, o candidato do PTB a governador, Armando Monteiro, minou ainda mais a base de apoio do seu adversário Paulo Câmara (PSB): os sete vereadores ligados ao ex-prefeito Carlos Evandro, que está apoiando o socialista, aderiram ao palanque do senador trabalhista.
PDT com Armando- Pode não sair, hoje, em Brasília, durante a sua convenção nacional, o apoio formal do PDT à candidatura de Armando a governador, mas a tendência da legenda trabalhista é reforçar o palanque do senador, mesmo que o comando do PDT, liderado pelo prefeito de Caruaru, José Queiroz, trabalhe 24 horas contra.
Quem sabotou–
CURTAS
CABEÇA DURA– Da encrenqueira Marina Silva sobre a ida do PSB para o palanque de Alckmin: “Há uma discordância muito clara manifestada por mim em relação à decisão de apoiar o PSDB. Caso isso não seja revisto em São Paulo, obviamente que nós, da Rede Sustentabilidade, não vamos subir no palanque”.
REELEITO- A mesa diretora da Câmara de Carnaubeira da Penha, no Alto Sertão, para o biênio 2015-2016, já foi escolhida em votação, ontem, sendo eleito presidente o vereador Henry Cândido (PSB). Aliás, reeleito, com base na mudança no regimento interno.
Perguntar não ofende: Lula fará visita institucional ao governador João Lyra na sua passagem por Pernambuco?
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