sexta-feira, 25 de abril de 2014

DA COLUNA DE MÁGNO MARTINS



Coluna da sexta-feira



O Congresso é uma piada!

A CPI da Petrobras tem que ser exclusiva, decide em voto monocrático a ministra Rosa Weber. Na sua leitura, a investigação pedida pela oposição tem fato determinante, ou seja, apurar os escândalos envolvendo a compra de uma refinaria americana que deu um prejuízo ao País da ordem de U$ 500 milhões.

A reação do Governo foi imediata. Da Itália, onde se encontra, o presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-Al), avisou que recorreria da decisão. Líder do PT no Senado, Humberto Costa também afirmou que o partido recorreria, mas depois recuou, dizendo que respeitaria a decisão do Supremo.

Mas disse que a decisão de recorrer estaria agora nas mãos de Renan como presidente do Senado. A ministra Weber consagrou o óbvio ao decidir que a CPI da Petrobras só deve tratar de Petrobras, mas as bancadas governistas revelam o que de fato lhes interessa: adiar a convocação dos membros da CPI apenas com o propósito de fazer cera.

Se o Supremo toma uma decisão à luz da lei, a Câmara dos Deputados ignora os preceitos básicos do bom senso e aplica uma suspensão de 90 dias para o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), envolvido até o talo nos esquemas de rapinagem do bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Ora, não há nada mais esdrúxulo, até porque se o tucano não merece a confiança da sociedade, e, principalmente, de quem o elegeu, teria que ser cassado e não punido. Mas o Congresso brasileiro é uma grande piada!

SEGURA AÍ!– Sem distinção de coloração política, prefeitos de capitais e de grandes cidades estão segurando a concessão de qualquer reajuste das tarifas do transporte público urbano. Um desses prefeitos de capital relatou que isso está ocorrendo, não apenas por causa do ano eleitoral, mas, sobretudo, por temor de uma nova onda de manifestações, com risco de se estender até junho, pegando o ambiente de Copa do Mundo. 
Recibo atrasado– 
Em artigo, ontem, o ex-governador José Serra (SP) tentou jogar para a economia as razões para a sua derrota em 2010 na corrida presidencial. 'As vendas a varejo cresciam a 11%, a massa real de rendimentos, 8%, e a supervalorização cambial chegava ao seu ponto máximo, subsidiando o consumo importado e o turismo no exterior. O dólar valeu em média R$ 1,7. Precisava mais?'.

Nenhum comentário:

Postar um comentário