Vice-presidente
da Caixa, o ex-ministro Geddel Vieira usou, ontem, o Twitter para
implorar o seu afastamento do Governo. Pediu demissão pelas redes
sociais, algo inusitado, porque até então esses instrumentos da web só
eram utilizados para interação e a promoção de grandes manifestações.
Geddel,
pelo pouco que conheço dele, não é referência de pavio curto, mas jogou
a toalha. E por qual razão? Simples: Dilma não faz o dever de casa, de
manter uma relação amistosa e de respeito com os seus auxiliares.
Existem ministros que nunca tiveram o direito de um despacho com ela.
A
presidente também não dá bolas ao parlamento. Diferente dos seus
antecessores, não recebe deputados em audiência. E, raramente, abre as
portas do seu gabinete para senadores.
Dilma
é assim, diferente de Lula e de todos os governantes. Não tolera a
miudeza da política, não gosta de ouvir aliados e nem dá espaço a quem
julga secundário na estrutura de poder.
Lula
já disse que a pior experiência que teve até hoje em campanhas
políticas foi bancar a candidatura dela pelo fato de ser arredia ao
exercício da política partidária.
Quem circula pelo Congresso e a Esplanada dos Ministérios testemunha o ranço que muitos figurões têm contra a presidente. Que, aliás, não tem a menor paciência de praticar o que é inerente a qualquer gestor público: sabedoria para ouvir.
Com
exceção de Lula, seu tutor, Dilma não dialoga com ninguém. Deveria
entender que o mundo não muda com posições ortodoxas. O mundo muda se as
pessoas mudarem.
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