Publicado Por: Inaldo Sampaio
Coluna Fogo Cruzado – Folha de Pernambuco – 8 de outubro
O tempo tem sido, até agora, o grande aliado de Eduardo Campos como pré-candidato do PSB a presidente da República. Ele o administra muito bem desde que se candidatou a governador em 2006. Isolou seus adversários sem precisar falar mal deles, a ponto de, quatro anos depois, ter-se transformado num candidato quase imbatível. Após a vitória, tratou de recompor suas relações com opositores históricos, transformando-se verdadeiramente no maior líder político estadual.
De posse desse capital político, começou a articular sua candidatura presidencial. Foi uma operação de risco porque implicava romper uma aliança com o Partido dos Trabalhadores que tivera início em 1989. O ex-presidente Lula, com quem mantém uma relação de pai para filho, reconheceu a legitimidade do seu projeto e a própria presidente Dilma ajudou a consolidá-lo ao criar as condições políticas para que o PSB devolvesse os cargos que tinha no governo dela. Por achar que ainda é cedo, o governador ainda não se assume como candidato. Só pretende fazê-lo lá no próximo ano. Mas sua candidatura é uma realidade, pois é improvável que Marina Silva tenha abdicado de concorrer para apoiar um projeto “não decidido”. A candidatura está resolvida e deverá ser anunciada quando as novas alianças que estão em curso forem fechadas

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