Josias de Souza

Conforme já anotado aqui na semana passada, Dilma Rousseff encontra-se sitiada por seus aliados no Congresso. Na noite passada, a Câmara apertou o cerco ao aprovar em primeiro turno a proposta que empurra para dentro da Constituição a regra que obriga o governo a pagar as emendas que os congressistas penduram no Orçamento da União.
Cada congressista terá direito de carrear para seus redutos eleitorais R$ 10,4 milhões anuais. Vitória pessoal do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), um aliado. O placar dá ideia do tamanho do desprestígio de Dilma na Câmara: 378 votos a favor, 48 contra e 13 abstenções. Juntos, os deputados que votaram contra e os que se abstiveram somam 61 cabeças. Considerando-se que a bancada do PT tem 89 deputados, vê-se que há silvérios até na turma da estrela vermelha.
Um deputado experimentado, aliado de muitos governos, comparou o infortúnio de Dilma ao mar. Os sublevados, assim como o mar, vêm em ondas. Quebram nas costas do governo. Atrás dos primeiros vêm outros. E mais outros. E outros mais. A intensidade das ondas varia conforme o governo. Mas o mar é sempre o mesmo. As feições dos aliados podem mudar. Mas as razões que os impelem para a praia são praticamente é imutáveis.
Como a maré, a rebeldia pode subir ou descer. Mas não falha. Em início de governo, ondas pela canela. Elas sobem na proporção direta da aproximação do fim do mandato. Se a popularidade do governante claudica, maré-cheia. No caso de Dilma, as ondas já não estão indo. As ondas só estão vindo. É como se os detritos do mau relacionamento da primeira fase de sua presidência tivesse entupido o ralo metafórico que há no fundo do mar.
Com água pelo nariz, Dilma não conseguiu nem mesmo emplacar uma emenda que obrigaria os congressistas a destinar 50% de suas cotas de emendas para a área da saúde. O governo chegou a negociar percentuais mais miúdos: 30%, 33,3%. Sob desculpas regimentais, as cifras foram levadas pelas ondas. Dilma tentará reduzir o prejuízo no Senado. Ela espera contar com a boa vontade de Renan Calheiros, o Senhor dos Mares do Senado.
O problema é que qualquer mudança que os senadores eventualmente façam terá de ser submetida aos deputados. Nessa matéria, a última palavra é da Câmara. Significa dizer que restam a Dilma três derradeiras alternativas: negociar, compor e entregar alguns aneis. Do contrário, glub, glub, glub, glub…
Cada congressista terá direito de carrear para seus redutos eleitorais R$ 10,4 milhões anuais. Vitória pessoal do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), um aliado. O placar dá ideia do tamanho do desprestígio de Dilma na Câmara: 378 votos a favor, 48 contra e 13 abstenções. Juntos, os deputados que votaram contra e os que se abstiveram somam 61 cabeças. Considerando-se que a bancada do PT tem 89 deputados, vê-se que há silvérios até na turma da estrela vermelha.
Um deputado experimentado, aliado de muitos governos, comparou o infortúnio de Dilma ao mar. Os sublevados, assim como o mar, vêm em ondas. Quebram nas costas do governo. Atrás dos primeiros vêm outros. E mais outros. E outros mais. A intensidade das ondas varia conforme o governo. Mas o mar é sempre o mesmo. As feições dos aliados podem mudar. Mas as razões que os impelem para a praia são praticamente é imutáveis.
Como a maré, a rebeldia pode subir ou descer. Mas não falha. Em início de governo, ondas pela canela. Elas sobem na proporção direta da aproximação do fim do mandato. Se a popularidade do governante claudica, maré-cheia. No caso de Dilma, as ondas já não estão indo. As ondas só estão vindo. É como se os detritos do mau relacionamento da primeira fase de sua presidência tivesse entupido o ralo metafórico que há no fundo do mar.
Com água pelo nariz, Dilma não conseguiu nem mesmo emplacar uma emenda que obrigaria os congressistas a destinar 50% de suas cotas de emendas para a área da saúde. O governo chegou a negociar percentuais mais miúdos: 30%, 33,3%. Sob desculpas regimentais, as cifras foram levadas pelas ondas. Dilma tentará reduzir o prejuízo no Senado. Ela espera contar com a boa vontade de Renan Calheiros, o Senhor dos Mares do Senado.
O problema é que qualquer mudança que os senadores eventualmente façam terá de ser submetida aos deputados. Nessa matéria, a última palavra é da Câmara. Significa dizer que restam a Dilma três derradeiras alternativas: negociar, compor e entregar alguns aneis. Do contrário, glub, glub, glub, glub…
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