O Congresso Nacional homenageou nesta segunda-feira, em sessão solene, o ex-deputado federal e ex-ministro da Justiça, Fernando Lyra, que morreu em São Paulo dia 14 de fevereiro em decorrência de problemas respiratórios e cardíacos.
Discursaram na ocasião os senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Pedro Simon (PMDB-RS), Cristovam Buarque (PDT-DF) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e os deputados federais Roberto Freire (PPS-SP), Wôlney Queiroz (PDT-PE), Gonzaga Patriota (PSB-PE), José Genoíno (PT-SP) e Sérgio Guerra (PSDB-PE).
Compareceram a viúva Márcia Teixeira com as filhas Patrícia, Juliana e Renata e os irmão João Lyra Neto (vice-governador de Pernambuco), Gilberto, Roberto e Angelice, além do cunhado Marcelo Teixeira que era quase irmão do homenageado.
Em seu discurso de cinco laudas, Jarbas Vasconcelos contou um fato da vida de Fernando Lyra que poucos pernambucanos conheciam.
Ele chegou a chefiar um semanário de oposição chamado “Folha do Povo” que tinha como editor o jornalista Ivan Maurício.
“Usou dinheiro do próprio bolso, mesmo sabendo que se tratava de uma missão quase impossível, pois quem iria anunciar num jornal de oposição à ditadura? Ainda mais no Nordeste, região sempre tão dependente da boa vontade de Brasília. Por esse motivo, a ‘Folha do Povo’ terminou fechando, vítima da falta de anunciantes”, disse o senador pernambucano.
Roberto Freire (PPS-SP), por sua vez, lembrou que votou em Lyra para deputado federal em 1970 porque ele foi o candidato indicado pelo velho “Partidão” (PCB).
Era muito próximo do também candidato a deputado, Marcos Freire, mas por orientação partidária abraçou a candidatura do representante de Caruaru.
Já o deputado Sérgio Guerra (PSDB-PE) definiu Fernando Lyra como um “democrata”, adjetivo que, segundo ele, resume tudo que o ex-ministro da Justiça tinha de bom.
E o deputado Wôlney Queiroz (PDT-PE) disse que, por ter entrado na política muito jovem, considera Fernando Lyra uma espécie de “professor”.
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