sábado, 11 de maio de 2013

A RAZÃO DO RECUO




Há 15 dias, o governador Eduardo Campos deu um profundo mergulho, saindo da cena nacional. Alegou que estavam cobrando a sua presença no Estado e, assim, vem cumprindo roteiros administrativos no Interior. Mas o que de fato levou o líder socialista a sumir e dar uma pausa na pré-campanha presidencial?

Setores do partido informam que Eduardo se curvou a pressões dos demais governadores socialistas, que temiam retaliações do Planalto. Tem lógica, é possível, mas há outra versão mais contundente. Eduardo teria dado um timing porque o candidato do PT não seria Dilma, mas o ex-presidente Lula.

O que se ouve é que a presidente trombou com o seu criador e mais do que isso perdeu as condições políticas para governar, sem base perene e estável no Congresso.

Para completar, a volta inflacionária, sem o respaldo da sua base para medidas impopulares, a deixaria em maus lençóis, perdendo consequentemente força para encarar a reeleição.

Com Lula candidato, o governador pernambucano não tentaria viabilizar uma terceira via, porque as chances do ex-presidente emplacar a vitória já no primeiro mandato seriam enormes. Se a versão é confiável ou não, o fato é que, ontem, o grande destaque da mídia nacional se deu em torno do almoço de Dilma com Lula, no Palácio da Alvorada, cujo prato principal teria sido o recuo de Eduardo. 
 
Por Magno Martins.

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