sábado, 16 de março de 2013

VEJA A REPERCUSSÃO POLÍTICA DA REFORMA MINISTERIAL DE DILMA




Acir Gurgacz (PDT-RO), líder do PDT no Senado

“A ida do Manoel Dias para o ministério deixa mais clara a ligação do PDT como um todo com relação ao governo da presidenta Dilma. Com o Brizola Neto, ela tem contato com uma pequena parte do PDT. Com o Manoel Dias, ela tem contato com todo o PDT [...]. Ele representa o partido de uma maneira mais profunda, mais histórica. Ele está no partido há muitos e muitos anos, há uma convergência.”

Aloysio Nunes Ferreira, senador pelo PSDB-SP

"Essas mudanças não têm a menor importância. Além de resolver pequenas contendas nos partidos que já estão na base do governo, não têm a menor importância. É um governo grande e fraco. É o tipo da coisa que eu não perderia um minuto da minha atenção para analisar, porque não significa nada.”


André Figueiredo (CE), deputado e líder do PDT na Câmara

“A ida do Manoel Dias para o Ministério do Trabalho simboliza uma aproximação da presidenta com o partido. Em 2012, não houve esse diálogo, embora nós nos mantivéssemos na base e tenhamos votado a favor da maioria dos projetos do governo. A indicação do deputado Brizola Neto para a pasta sempre foi vista pelo partido como indicação pessoal da presidenta Dilma.

Ele não tinha o respaldo do partido. A troca é uma tentativa de reaproximação do governo com o PDT que pode gerar um canal mais direto de diálogo. Esperamos também que haja um resgate agora das atribuições do Ministério do Trabalho que foram esvaziadas na gestão de Brizola Neto, como a área do microcrédito, de fiscalização do trabalho e o papel de mediador entre o setor laboral e o patronal.”


Eunício Oliveira (CE), líder do PMDB no Senado

“Espero que Antônio Andrade (Agricultura) faça um trabalho à altura do que fez o Mendes Ribeiro. Tenho certeza que ele dará continuidade ao trabalho feito anteriormente pelo Mendes. Já o Moreira Franco (Aviação Civil) é um companheiro histórico do partido, e foi para um ministério de mais responsabilidade.Ele tem experiência para lidar com certos temas, já foi governador, ministro e é capaz. Fará um belo trabalho lá dentro.”


José Agripino Maia (RN), líder do DEM no Senado

“É uma peça de campanha, não é uma reforma ministerial. Ela está fixando o apoio dos partidos com inquietações internas. No caso do PDT, politicamente ela garante apoio desse partido. E com relação ao PMDB, ela troca peças sem critérios técnicos, com critérios eminentemente políticos.

Com o lançamento da candidatura dela pelo ex-presidente Lula e essa reforma política, o que eu temo é que os próximos dois anos de governo sejam voltados paro o interesse na reeleição e não o interesse da sociedade brasileira. Ou seja, temo que nos próximos dois anos as ações do governo tenham cunho eleitoreiro em vez de atender as demandas da sociedade.”
Ronaldo Caiado (GO), deputado e líder do DEM na Câmara

“É mais uma mudança visando a campanha eleitoral de 2014. O prejuízo para o país é muito grande. O que vai acontecer é um maior aparelhamento da máquina pública e a utilização dos ministérios para atender a interesses eleitoreiros.

Isso provoca uma parada num momento em que o governo deveria estimular o investimento, trabalhar pelo crescimento econômico. É todo um desestímulo ao cidadão na metade de um governo. Uma antecipação indevida da campanha eleitoral.”

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