A uma liderança dissidente
Um líder dissidente. É o sonho não sonhado pelas lideranças da Oposição em Pernambuco. É a desconstrução reconstruída. A transmutação para um novo espaço cheio de possibilidades. Encontro de todos os desencontros. Consagração de todas as virtudes e os pecados políticos em nome de um projeto de poder. Todavia, o personagem principal pode ser novo, mas o protagonismo é velho conhecido.
O senador Jarbas Vasconcelos, engenhosamente, encontrou a única forma de mudar para permanecer o mesmo. O mesmo cozido. O mesmo discurso. A mesma praça.
A mesma rua. O mesmo jardim. Diria Chico Buarque. Afinal, os atos e fatos vão mostrar que toda a coerência pode ser resgatada. E os instrumentos da banda podem ser afinados.
A acolhida de uma liderança dissidente é a único caminho para todos se tornarem iguais diante dos riscos futuros. Parafraseando Fernando Henrique Cardoso, caberão quase todos num mesmo ônibus.
E certamente, deve ser o ônibus da União Popular pelo Brasil. E naturalmente, deverá ser um Brasil que dá prá fazer muito mais, se a pressa não aniquilar o verso.
Enfim, buscar o sonho, acreditar nele, vivenciá-lo e concretizá-lo é o que norteará o comportamento do líder no século XXI. O líder é um visionário com habilidade para inspirar e fazer com que as pessoas internalizem e cultivem o sonho para torná-lo realidade. Para tanto, não se precisa de unanimidade.
De autoria do professor Carlos Alberto Fernandes
Do Blog do Magno Martins.
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