Enviado por Ricardo Noblat -
Política
O ano começa com um péssimo presságio para a condução da política econômica. Analistas ouvidos pelo site de VEJA avaliam que a decisão de arranjar recursos de última hora para cumprir a meta de superávit primário de 2012, de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB), põe em xeque a credibilidade da política fiscal do país.
A avaliação geral é que o governo federal goza, hoje, de posição orçamentária relativamente confortável - o que até lhe permitiria fazer um esforço fiscal menor. Bastaria anunciar uma meta menos agressiva e justificá-la de forma detalhada.
A conjuntura internacional adversa e os desafios que este quadro impõe à economia doméstica seriam explicações mais que suficientes, dizem os especialistas.
Foto: Gustavo Miranda/Getty Images
Contudo,
a presidente Dilma Rousseff optou por agir de forma obscura. Seu
governo deixou as ações para os últimos dias úteis de 2012 e tomou
decisões inadequadas, como o uso de recursos do Fundo Soberano do Brasil
(FSB).
Ao fim e ao cabo, fica a percepção de que o
Brasil caminha para voltar a ser um país em que o improviso e o descaso
com a transparência das contas públicas são, sim, a regra.
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